quinta-feira, 21 de julho de 2005

QUEM É O NICK?

Esse conto foi inspirado num grande amigo atuante na cena Carioca.
Façam suas apostas!



Conheci o Nick num Pub.
Naquela época ele era o típico roqueiro cabeludo que fazia um sucesso danado com as meninas fãs do gênero. Era magro, branco, alto, cabelos cacheados passando do ombro, engajado, eloqüente e possuidor de uma fala convincente.
Sabe, o Nick chamava a atenção, mas era uma atenção mais pelo seu jeito exótico do que por questões de beleza.
Acontece q quando ele abria a boca, logo as pessoas juntavam ao seu redor. Parecia um militante o Nick.
Tinha um olhar crítico e questionador sobre as coisas, talvez por ser apaixonado por fotografia e por trabalhar com isso, era acostumado a ver as coisas por ângulos diferentes, de modo que não exitava em passar esse olhar adiante.


Apesar de sua visível popularidade e de legiões de meninas estarem sempre ao seu redor. Ele se sentia um tanto sozinho.
Era muita gente em volta e ninguém ocupando seu coração.
Teve envolvimentos fortuitos, namoros breves, mas ninguém sabia o q acontecia c/ o Nick, q nenhum dos seus relacionamentos ia adiante.
Seria ele um devorador de mulheres?? Seria ele tímido na cama?? Seria ele passivo demais? Por q as meninas não se interessavam a ponto de dar continuidade a um copromisso mais sério??
Perguntas, perguntas e nenhuma resposta. Nick andava desolado e solitário. Ah! Mas isso eu já disse, né?!.


Bem, nossa história se cruza, quando eu ainda estagiava no colégio de bruxas e andava treinando indução e técnicas de desaparecimento, captação de pensamentos, essas coisas q a gente aprende.
Fui estagiar nesses inferninhos de roqueiros, com aquela gente toda furada, meias coloridas, brilho no cabelo e me deparei c/ a figura do Nick.
Depois de um longo discurso contra as rádios FM's de sua cidade e após longa conclamação da massa, vislumbrando um belo boicote, ele se calou num canto pensativo aguardando a entrada da banda tão conhecida quanto seus sonhos, sozinho, taciturno.


As meninas todas foram beirar o palco.
Ele segurava o copão de chopp e se imaginava atrás das menininhas de saia curta. Aquelas q já haviam passado da idade de saias curtas. Puro fetiche, mas funcionava.
Nesse momento lhe captei os pensamentos. Invisível como estava, encostei no braço dele e pude sentir as vibrações.
Nick suspirava entristecido por se sentir tão sozinho. Lembrava dos amigos queridos q não estavam naquela noite ali, por conta de seus pares e assim, ia bebendo, convicto de nunca deixar de lado o bom e velho Rock and Roll!
Me senti compelida a ajudá-lo, mas ele não poderia sentir minha presença. Nick era um simpatizante da bruxaria. Se eu desse mole, me captaria a presença e meu experimento iria por água abaixo.
A banda lhe chamava a atenção, tanto, que ele esquecera momentâneamente o chopp pela metade. Boquiaberto assistia ao show.
Foi nesse momento q derramei a poçãozinha no chopp e antes de me afastar p/ ver os resultados, induzi muita sede nele.
Nick bebeu tudo, depois sacudiu o copo sem entender por que o chopp tão saboroso havia acabado tão depressa.
Bruxa iniciante é uma merda! Fiquei insegura quanto aos resultados e conforme novo chopp, nova poção despejei no copo.
O bichinho já havia bebido um litro de chopp sozinho e nada acontecia. Até que de repente...
Nick começou a vibrar c/ a música, q lhe provocava um efeito estonteante por dentro (não, não era o chopp!). Começou a se sentir bem, poderoso, bonito.
Sentiu seus cabelos tocando as costas e teve ímpetos de tirar a camisa. Nick estava se sentindo completamente sexy,
Eu comecei a ficar com medo. Esse definitivamente não era o efeito desejado. Estava indo rápido demais!


Nick não hesitou ao tirar a camisa gritanto "Uuuuhuuuu" para a banda e contagiando a todos.
Enquanto isso, no canto escuro do salão, Diana e Cristina só olhavam.
Ele dançava e sacudia a cabeça, como se fosse um "Guitar Hero". Era como se conhecesse aquela música desde sempre e ousou plagiar o cantor e fazer movimentos como se tocasse uma guitarra. Seu corpo começou a transpirar e um calor reconfortante cobria seu corpo.
Quando a luz bateu sobre ele, se viu completamente diferente e pela primeira vez na vida, não quis entender o que estava acontecendo.
Estava com aquela velha calça jeans q até lhe sobrava nas medidas, mas àquela altura, ela se apresentava arrochadíssima. Vestia um coturno de couro, o que o fazia parecer mais alto, seu torax se apresentava definito, seus braços musculosos... (definitivamente exagerei na dose!!!!)
Nick se tornou um homem liiiiindo, sexy, provocante, sem-vergonha, despudorado. Fazia gestos p/ as meninas e botava a língua de fora, fazendo insinuações, como se tivesse encarnado o próprio Jim Morrisson naquelas viagens de ácido (e eu tremendo de medo!).


Diana e Cristina resolveram sair do canto escuro.
Enquanto Diana dava as mãos a Nick naquela dança frenética, Cristina o empurrava pelas costas em direção ao canto escuro da casa.
As paredes eram escuras, sujas, tinham cheiro de maconha, mas àquela altura, ninguém sentia nada. O tesão havia se espalhado.
Ambas empurraram Nick p/ a parede. Dançaram na frente dele.
Diana atrás e Cristina na frente, ensaiando uma dança sensual, quando de repente viram o volume crescendo dentro da calça de Nick.
Cristina de mini-saia, se empolgou total. Dançado de forma provocante, retirou a calcinha, q na verdade não faria falta nenhuma, tal era seu tamanico!
Diana acariciava os peitos de Cristina enquanto roçava a boceta nela por trás.
Nick olhava a alisava o pau, doido p/ entrar em ação, mas até isso ele soube esperar.
Cristina sentiu sua bocetinha molhada e passou o dedo lambusado na boca de Nick q sentiu seu suquinho extasiado. Nunca vivera isso antes.
Diana inverteu as posições. Encostou sua bunda em Nick e puxou Cristina p/ si e a beijou, roçando a bunda na caceta de Nick. Foi quando sentiu.


Nick tinha uma caceta enoooorme. Muito maior do q supunham. Um misto de alegria e curiosidade se apossou das duas.
Elas agaxaram e juntas, colocaram-no p/ fora e começaram a passar a língua. As duas lambiam ao mesmo tempo e Nick mal acreditava no q estava vivendo. Completamente seguro de si, pela primeira vez, puxou o cabelo das duas, dominando completamente a situação.
Elas quase gozando de tanto prazer.
Nick vestiu a camisinha e encaixou Cristina na pica ali mesmo. Ligaram o foda-se de vez!
Cristina de costas p/ ele, beijava Diana, enquanto a outra acariciava seu grelinho.
O trio deu vasão a todas as suas fantasias ali mesmo e quem via de longe, não identificava quem era quem.
Depois trocaram.
Nick ficou ali até se satisfazer por completo.


Poucas horas depois, trocaram telefone e despediram-se. Diana e Cristina entraram no carro e prometeram fazer contato.
Do lado de fora, puderam ver quem era Nick de verdade. Deram-se conta q aquele q estivera lá dentro, não era nem de longe o cara que haviam transado de verdade.
E ele próprio, não se importou de ter voltado ao normal. Sentiu-se confiante.
Desse modo, com apenas um olhar, elas puderam perceber que o que apareceu naquele escurinho, foi nada mais do que o interior de Nick aflorado e ele por perceber isso, se tranqüilizou se sentindo renovado e pronto p/ outra.


Meu estudo foi interessantérrimo, apesar de quase ter dado errado.
Expus o cara, mas no final, os três aprenderam uma grande lição.
Elas aprenderam a não julgar as pessoas pela aparência e ele...
Bem, ele aprendeu que é o cara!
Só depende dele...


À propósito, eles estão namorando.
Quem??
Os três oras.

quarta-feira, 13 de julho de 2005

ANTÔNIA ACORDOU!

Antônia era aquele tipo de mulher que certamente fora homem em outras encarnações.
Não era o tipo de mulher que tinha um fogo exacerbado, mas de vez em quando a tocha acendia dentro dela e ela se via obrigada a ceder, até que o incêndio fosse apagado por completo.

Sempre soube lidar c/ situações que envolviam traição e definitivamente culpa, era uma palavra q não existia em seu vocabulário.
Não era linda, era inteligente, sedutora, tinha uma voz macia...
Se encontrava casada e com filhos. O casamento? Ia muito bem, assim como todos os outros relacionamentos que tivera antes dele. Sabia conduzir um relacionamento. Sim, porque Ela sempre conduzia tudo. Sabia ser amiga, amante dedicada, não deixava a rotina entrar, tinha sempre um assunto divertido na pauta, porém existia um segredo que só ela sabia. Ela adorava variar de parceiros.

Ela adorava fazer sexo com quem não tinha intimidade. Adorava conhecer, sentar no bar, olho no olho, aquele desinteresse disfarçado do início, depois os telefonemas que se seguiarm, e-mails, coração acelerado...
Quando entrava em casa, tudo isso desaparecia e o Ziraldo nem sonhava o que havia se passado com ela durante todo o dia.

Mesmo com o corpo fora dos padrões da ditadura da moda. Mesmo sem os dentes brancos q a mídia exigia e sem aquele cabelo de comercial de xampu, Antônia batia um bolão e deixava aquelas modelinhos magrelas no chinelo.

Mas um certo dia, algo aconteceu. Ela cansou.
Começou a acreditar que seu problema era patológico e decidiu fugir de seu verdadeiro eu. Resolveu que se esconderia de sua essência. Não mais trairia, não mais se deitaria com outro, que não fosse o Ziraldo.
Para ele, não havia diferença. eles continuavam variando as posições sexuais e os cômodos da casa, de maneira q se ela largasse os demais ou não... Definitivamente não faria um pingo de diferença em seu casamento.
Antônia se olhava no espelho e conferia a pança. Conferia as celulites e batia o martelo. Não por seu corpo mudado por conta dos filhos, mas porque sabia q no final do último ano, andava exagerando na dose de bebida e de parceiros. Então parou.


Sentia um grande alívio.
Alívio, por estar sozinha c/ ela (que talvez fosse seu grande fantasma), alívio por não sentir necessidade de outros, alívio por sua vida familiar.
Houve o primeiro teste do destino e Antônia não vacilou. Saíra c/ amigos numa noite e o carinha que era amigo do amigo, ofereceu carona e tentou seduzí-la no caminho de volta. Antônia firme. Não cedeu.
Se sentiu inteiramente protegida ao entrar em casa, ao cair nos braços de seu verdadeiro amor. O Ziraldo. Correspondendo o beijo, completamente alheio ao que se passara lá fora.

O tempo continuou passando até q um dia o telefone tocou.
Uma voz masculina do outro lado da linha, perguntava por sua chefe. Ela estava entrando de férias, de modo que não parava um só segundo na mesa, na empresa.... Antônia perguntou se ele não queria deixar recado e quando o homem se identificou, Antônia sentiu um calafrio ao ouvir o nome.
Era o Joshua.
O Joshua, brincava com ela no clube, quando há muito tempo fizeram natação juntos.
O Joshua nunca quis ficar c/ ela. E ela nunca alimentou esperanças de ficar com ele, mas também nunca se preocupou ou sequer deu vazão a qualquer sentimento, porque simplesmente sabia que não aconteceria. Mesmo porque, eram praticamente crianças e existiam tantos outros...
Antônia tinha certeza q era ele, mas podia não ser. Então, crivou o homem de perguntas e todas foram afirmativas. Ele não lembrava dela, mas ficou curioso.

Marcaram de almoçar, trocaram e-mails, fotos e o diabo. A ansiedade era irritante. Ela não conseguia acreditar que o dia chegara.
Se encontraram.
Joshua podia estar ferrado, gordo, grisalho, manco, com mau hálito, caspa, seborréia, casado, cheio de filhos...
Mas não. Joshua estava de costas lendo uns jornais da banca enquanto ela não aparecia.
Estava c/ as mãos no bolso, provavelmente se perguntando o que esperava por ele.
Não tinha um fio de cabelo branco;
Tinha se tornado um homem alto, esguio.
Não tinha barriga, nem cabelo branco, nem caspa, nem seborréia. Lhe pareceu elegantérrimo.
Não mancava.
O rosto não mudara tanto.
E vestia terno. Não estava fodido na vida definitivamente e prá piorar estava solteirérrimo, sem nenhum rebento - nem adotivo!
Pronto, fodeu!
Desse jeito, o destino tinha sido cruel! Mandara finalmente um adversário a altura.
Almoçaram, conversaram longamente, riram muito e se comportaram. Nem um olhar que levantasse suspeita, nem um pingo de sedução no ar. Apenas bons amigos, exatamente como naqueles 25 anos atrás.
Relembraram tanto, que de ambos não havia vontade de voltar para os escritórios. Os negócios c/ a chefe dela ficaram perdidos no tempo.

Depois do primeiro encontro, passaram a se falar todo dia, toda hora. E finalmente, confessaram que o desejo existia.
Tanto ele, quanto ela. Ela mal podia acreditar. Conseguiria provar dele? Ou ficaria se travando??
Marcaram o segundo e o terceiro almoço chegou. O tesão afloradíssimo.
Ela vivia molhada e ele de pau duro, mas a rotina de ambos insistia em adiar o encontro.
Foram num restaurante na Zona chique de São Paulo e a cobertura dos 45 andares do prédio dava p/ todo o centro comercial do lugar.
Tudo lindo, tudo perfeito.
Ela de vestido e sem calcinha, ele de terno e de pau duro. Não dava p/ ver, mas ela sabia!
Sentaram-se próximos da janela e na frente de ambos, uma mesa repleta de velhinhas.
Tinha para todos os gostos e idades. Desde os 59 até os 79.
Os dois finalmente se beijaram sem querer saber delas e elas nem disconfiavam que Joshua tocava Antônia por baixo da toalha da mesa.
Ela enxarcada, ele lambendo os dedos. Ninguém fazendo caras, mas os corpos estavam pegando fogo.
Almoçaram.
Ela tocava ele e sentia que o pau estava rijo a ponto de estourar dentro da calça.
E aí surgiu a idéia de que poderiam ir p/ a escada.
E foram.

Balde de água fria à vista.
Havia uma placa imensa avisando que o local era filmado. Câmera não se via, mas certamente ela estava em algum lugar.
Antônia e Joshua se esconderam entre o corredor e a escada. Ali não parecia ser filmado.
E foi então que seus corpos se esfregaram, se beijaram, abraçaram-se e ela encheu a boca ali mesmo.
Chupou com tanta voracidade e prazer, que mal podia se conter. Sentia vontade de se tocar.
Qualquer barulho suspeito, partiam para outro andar e começavam tudo de novo.
Coração acelerado, lábios melados, busca de tranqüilidade e prazer.
Já no novo andar, no mesmo lugar, ela colocou o pau dele entre as pernas e deixou ele todo molhado. Irresistível, mas não podiam continuar.
Tudo conspirava contra. A hora, a falta de camisinha, o medo de um flagrante... então, ele que já não agüentava mais gozou assim mesmo.
Ali, naquele corredor, com os barulhos que vinham do outro lado da porta.

Já do lado de fora do prédio, eles se despediram e se prometeram outro encontro.
Ela mal podia andar. Nem acreditava no que tinha feito. Não acreditava que beijara ele depois de tantos anos, que o chupara daquele jeito depois de tantos anos, que teria um dia de sexo justo com aquele que ela nunca esperou.
Mas já tinha decidido.
Transaria à exaustão.
Finalmente acordaria seu lado mais temido para ficar com ele.
Só com ele!
 
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