quarta-feira, 26 de julho de 2006

O INOCENTE - CONTINUAÇÃO

Antônia já sabia que aquela menstruação inusitada jogaria um balde de água fria, no que demorou muito a esquentar!

Tentou brincar c/ o garoto, alegando q p/ uma chupadinha que partiria dela, não havia necessidade de mãos, mas ele se sentiria tolhido não podendo tocá-la.
Passou-se uma semana e o rapaz nem perto chegava da Antônia.
A troca de olhares rareou e mais um fim de semana de contato c/ a Noiva, pôs fim ao que nem tinha começado.

Antônia baixou o fogo, mas não esquecia daquele desfile.
Duas semanas se passaram e ela decidiu mandar um e-mail.
Ele sempre cordial, respondeu friamente a pergunta.
Ela não se dando por satisfeita, reclama que duas semanas haviam se passado e que não era justo ele ficar embromando, ou pior, brincar c/ o tesão alheio.
Chamou ele de imaturo e sem querer, feriu os brios do garoto.

Ela já estava achando que variava. Por quê de tanta insistência, se nem um beijo trocaram?
De onde ela tirara que ele seria bom de cama? O cara era puritano, andava acompanhado das idéias mais retrógradas e até p/ dar umazinha, fazia jogo duro.
Antônia começava a duvidar de sua sanidade.
O tesão tinha subido à cabeça com certeza!
De tanto brigarem por e-mail, chegou um momento em que ele explodiu.
Disse que sairiam naquele momento.
Disse que depois do ocorrido, não tocariam mais no assunto e do alto de seu pavor, a fez prometer que não se chatearia se ele agisse como um escroto no dia seguinte.
Antônia, mulher prática, objetiva, experiente, só perguntou: A que horas vc pode?

Então combinaram de se encontrar numa esquina perto do escritório.
Ele a pegaria de carro e iriam num motel próximo.
Às 21h, eles terminariam os serviços.
E assim foi feito.

Depois de tremer, se xingar e duvidar de que teria uma noite de rainha, Antônia se dirigiu p/ o local combinado e ele estava lá. Dentro do carro.
O clima era esquisito. Estavam acostumados a brigar feito cão e gato no escritório p/ não levantar suspeitas, porém naquele dia, tudo parecia tranqüilo.
Ela se chamava de cara-de-pau por ter insistido tanto e ele se chamava de doido.
Chegaram.
Escolheram um lugar sem luxo, mas limpo.
Ele muito alto, tirou as meias, foi até o banheiro lavar os pés.
Antônia naquele dia, usava uma blusa tão decotada, q seus seios ficavam quase à mostra e a calcinha de tanto ficar molhada pela troca de sacanagens, estava em estado precário.
Ela vestia jeans e não sabia como faria p/ ele não tocar na peça.

Ele voltou p/ a cama e se sentou sobre os joelhos em frente a ela.
Antônia parecia q ia morrer, porque seu coração disparava, sua respiração ofegava por tanta espera e ela ansiava por sua boca.
Trocaram um diálogo rápido acerca do decote e ele foi passando aqueles dedos de pianista pelo decote, alcançando o bico do seio de Antônia, que rijo como pedra, chamava por sua boca quente.
O rapaz encostou o rosto no dela e com a boca entreaberta, pedindo por um beijo, aproximava e afastava meio que prolongando o prazer e a espera por tal momento.
Antônia se continha p/ não gemer. Foi tudo muito mais do que ela imaginava.
O rapazola tinha talento. Escondia tudo por debaixo dos óculos.
Enfim, ela não se equivocara.
As bocas se encontraram e o beijo inevitável, chegou perto da perfeição. Boca macia...
O toque, os movimentos, o fato de ele agüentar o peso dela e comê-la divinamente de quase todas as formas.
Assim como quando ele imobilizou seus braços contra a parede e a comeu em pé.
Da mesma maneira, como quando ele lhe pegou pela cintura e a deitou na cama, depois a virou de bruços c/ apenas um dos braços e a comeu por trás.

As conversas depois da transa, a carona até em casa, os beijos... muitos beijos.
Finalmente ele entendera q foi sorteado e ela também. Agraciada.
Sentiram a compatibilidade que tinham e que não nesta vida, poderiam aproveitar.
Quando o relógio marcava 21h, ficaram ainda mais 40min se despedindo.
Despediram-se dos beijos, dos toques, dos afagos e do mais puro sexo.
Ela se despediu dos orgasmos mais rápidos q já tivera, ele se despedia da melhor trepada de sua vida, cuja consciência tornara impecilho.
Despediram-se da primeira e última vez q teriam.

sexta-feira, 2 de junho de 2006

O INOCENTE


Antônia nunca fizera nada parecido.
Seduzira uma rapaz 7 anos mais novo que ela.
Implorara como por uma droga, que ele a comesse. Sim, ela parecia estar passando por uma crise de abstinência.
Conheceram-se na rotina do escritório de advocacia. Nada anormal nisso.
Toda a equipe era mais nova e ela os tinha como filhos do coração.

Jamais se imaginou ou maldou tendo algum tipo de caso c/ qualquer membro da equipe.
E então, de uma simples troca de e-mails, a coisa ficou estranha.
Ela andava c/ a auto-estima normal, mas não gostava de garotos recém-saídos da adolescência. Sonhava em encontrar um homem que lhe desse uma surra na cama e francamente, um rapaz recém-saído da adolescência não daria conta daquilo tudo.

Ele era daquele tipo em extinção! Noivo há 6 anos, terminando os preparativos pro que seria um casamento e o último da espécie dotado de consciência.
Sim, o rapazola tinha consciência. Com o passar do tempo, ela começou a pesar antes mesmo d'ele experimentar as delícias da Antônia.
Antônia ia trabalhar sem calcinha, só p/ desfilar a saia justa e colante perto do rapaz.
Com um simples telefonema, ele ficava sabendo de tudo e a mente voava livre e solta. O pau crescia dentro das calças mas...
Aí vinha o fim de semana, contatos freqüentes c/ a noiva e a consciência doía, latejava mais q seu pau inchado, quando chegavam os e-mails da Antônia (que não eram poucos!)

A masturbação se tornou algo constante na vida dela. Ansiava tanto por uma trepada c/ ele, que nem se perguntava se haveria de ser bom.
Sim, porque um rapaz que prende tanto o jogo, tão puritano e pudico em pleno século XXI, talvez não fosse bom de cama. E definitivamente, não daria-lhe a tão sonhada surra.
E assim o tempo passou. Antônia mandando e-mails, o rapaz respondendo, se esquivando, outro dia dando corda, outro c/ olhar de saudade, outro c/ olhar de raiva.
Raiva na voz, raiva nos e-mails. Ele estava c/ raiva de estar sentindo tanto tesão por ela.
Ela, se divertindo, mas por dentro puta, por estar sendo cozinhada por tanto tempo.

Passaram-se dois meses. O caso era perdido. Já tinha perdido o ponto, mas Antônia não se via desistindo, até que veio uma discussão baixinho por telefone.
Ela chamava ele de otário, toda vez q ele descrevia a si próprio de mais falar do que fazer. Era um careta convicto.
Antônia ficava ainda mais furiosa, porque ele não entendia q o q faria seria apenas sexo. Sem romance, sem amor. Enquanto ele, sofria de antemão por temer gostar e querer mais. Por isso vinha adiando. No calor da discussão, proporam-se uma chupadinha no carro.
Entre um "demorou" e outro "só se for agora" e "quando, que horas?" marcaram p/ a semana seguinte e ele finalmente se soltou.

Semana seguinte, pós fim de semana, Antônia em contagem regressiva, o rapaz pareceu mais atrevido.
Escritório vazio, ele telefona e avisa p/ ela ficar atenta.
Ela fica atenta.
Ele desfila lindamente de pau duro, fazendo volume nas calças e ela vê tudo aquilo em frente a mesa dela.
Antônia sentiu seu rosto queimar. Talvez estivesse subestimando o rapaz. Talvez ele não fosse tão pudico assim. Talvez ele tivesse talento suficiente p/ dar-lhe aquela surra.

Paciência.
Toda mulher tem que ter uma boa dose de paciência na bolsa, bem ali, entre o batom, o absorvente e o lápis de olho.
Sua menstruação desceu. Exatamente dois dias antes do combinado.
Não haveria a menor condição de a chupada sair. Não naquela semana.
 
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