segunda-feira, 15 de agosto de 2005

E POR FALAR EM JOANA... - PARTE II


Joana chegara em casa àquele dia da praia, lembrando de todo o trajeto até aquele ponto.
Depois da despedida de Marcelo, todas as fichas começaram a cair devagar.
Teve uma vontade muito grande de jogar o telefone dele fora, mas não sabia por q não o fazia.

Tinha combinado uma cineminha com a mamãe que não via há algum tempo e ao chegar da praia, foi ver a roupinha que colocaria naquele dia quente de primavera.
O telefone tocou. Era Marcelo querendo aproveitar a noite ao lado dela, que se disse indisponível, mas prometera um contato para o dia seguinte.
Ele não acreditou muito...

Ela cumpriu.
Ele mal acreditava e ela também não acreditava que estavam fazendo aquilo. Mas fez. Impulsionada pela curiosidade de ter um homem tão diferente em sua vida.
Nunca havia namorado nenhum médico, nunca ninguém daquela situação financeira e ele tinha a fala mansa, era educadíssimo e lindo também. Ela pensou que seria apenas algumas beijocas de verão e q poderia controlar qualquer sentimento do porvir.
Achava-se dona de si, só que ninguém é. Ainda mais desafiando o destino do jeito q ela fazia.

Marcaram depois do trabalho dela, num terminal rodoviário onde não haveriam problemas. Ela usava um vestido vaporoso e seu corpo bronzeado pelo sol do dia anterior lhe deixava completamente sexy. Lhe dava um certo ar de inocência também.
Marcelo a viu e proferiu um elogio ao vestido, coisa que toda mulher adora ouvir. Decidiram-se por um motel para evitarem transtornos e ela acreditou na proposta dele de um bom comportamento. De fato, ele não precisava se comportar mal...

Ao entrarem no quarto, Dido se fazia ouvir no rádio. Uma música bem apropriada para o momento.
Joana tensa, sentou-se na cama sem saber o que faria. A conversa era agradabilíssima, mas se dependesse dela, iam continuar sentados na beira da cama conversando.
Marcelo puxou-a pela mão e subiram ambos na cama de casal. Ficaram assim algum tempo dançando em cima da cama.
Ela nunca vivera isso antes. Ele podia ter pulado em cima dela, ou mesmo poderia tê-la beijado com ardor, mas do alto de seus 37 anos seria muito mais educado, cavalheiro de sua parte, apenas dançar. Deixando o tempo, o clima, a música se encarregar do resto.


A música mudou. E a próxima que começava pedia beijo. E beijaram-se.
Beijaram-se sem pressa, com carinho, com intensidade, furor.
Joana sentia arder seu coração, cada vez q a língua de Marcelo passeava por sua boca, alcançava sua nuca e orelhas. Tudo com bastante vagar, de forma premeditada e enlouquecedora. A cabeça de Joana não parava de pensar. Ela começava a se dar conta, que com aquele beijo não era necessário ele fazer mais nada. Se tratasse toda mulher daquele jeito, elas certamente se encarregariam do resto, mesmo q ele ficasse parado, imóvel.


Marcelo começou a beijar a ponta dos dedos de Joana e ela sentiu sua calcinha molhar. Então tirou.
Ele foi tirando a camisa, com os dedos de Joana ainda na boca, depois, com a ponta dos dedos, alcançou o grelinho dela. Estavam endurecidos de tanto tesão. A essa altura, Joana pedia p/ ser penetrada, embora correspondesse a todas as carícias. Seu corpo gritava e Marcelo entendia.
Com os dedos dentro dela, Marcelo ainda brincava c/ seu corpo. Colocou-a de quatro e deu-lhe uma bela chupada. Enlouquecedora.
Joana nas nuvens, revirando os olhinhos...
Marcelo colocou a camisinha e penetrou-a. Tinha uma piroca linda!
Ela de quatro, ele por trás apoiado nos dois pés. Ela ainda não conhecia essa posição. Mas o tesão era tanto, q se ele quisesse colocá-la de cabeça p/ baixo, ela toparia.

Depois de muito treparem naquela posição, fizeram um papai & mamãe básico, onde Joana podia sentir o corpo dele, abraçá-lo e beijá-lo.
Sensação indescritível a arrebatou. Ela teve a sensação de já conhecer aquele corpo, de já ter sido dele. E ele alternava frases em francês e alemão no ouvido dela. Joana pirando, sentiu uma voz saindo de dentro dela.

"EU TE AMO C/ FÚRIA!"

Assustada, Joana recuou com as mãos tapando a boca. Como se ela não tivesse dito aquilo.
Marcelo perguntava sem entender o q ela havia dito, mas Joana não ousava repetir. Seu coração estava deveras disparado, ela nervosa e assustada tentando entender o q havia acontecido. Só conseguia respirar para não morrer.
Marcelo então, aninhou-a no colo e acariciou seus cabelos, beijando sua cabeça vez por outra, tentando acalmá-la.
Ela voltou ao normal, mas não ousou repetir o q tinha dito e ele não insistiu.
Continuaram a transa até se darem conta, q já era hora de partir.
Pela primeira vez, ela engolia por querer. O sabor dele era diferente de todos e ela mal acreditava que fizera aquilo.

Já de volta, conversaram animadamente combinando uma praia para a semana seguinte.
Nada mudaria na vida dos dois, mas a paixão, ali já havia se instalado.

Assumiriam?

terça-feira, 9 de agosto de 2005

O DESTINO INTERFERE - QUANTA NOVIDADE...


Mariana estava precisando desesperadamente trabalhar.
Tinha um novo aluguel do apê que conseguira e inesperadamente perdeu o emprego.
Passada toda aquela fase de depressão, por conta do desemprego, voltou à cidade para distribuir seus currículos cujas boas empresas falavam por si só.
Ela não se achava a bam-bam-bam do mundo corporativo, mas era uma menina dedicada.
Se destacava por onde passava e isso lhe era natural.


Mariana passara muito tempo se questionando e a palavra "o q vc quer ser quando crescer" continuava sem respostas. Isse lhe doía na alma. Como conseguir prosperar se nem ao menos sabia o q queria??
E assim se tacou na vida, de peito aberto e foi andando, andando sem saber aonde todo aquele caminhar daria.
O telefone tocava quase todo dia e ao passo q foi sendo chamada para as dinâmicas, a Lei de Murphy ia se cumprindo.
Enfim, apareceu uma vaga numa multinacional que se mudava para um bairro pomposo do Rio de Janeiro e q queria os serviços dela.
Nada vinha sem um bom desafio para acompanhar e Mariana não seria funcionária, faria apenas um temporário de 3 meses.


Se contentou c/ a proposta sem perder a esperança no futuro e rumou p/ a empresa, com seu melhor terno e melhor sapato.
Pôs a última gota de seu único perfume importado, caprichou no cabelo e chegou.
Nunca havia estado antes numa multinacional e nunca havia almejado isso. Simplesmente aconteceu e ela se deixou levar.
Foi encaminhada para a recepção, onde alguém ficou de buscá-la.
Logo ali, do outro lado do vidro e teve uma visão.


Uma visão de 1,75m, magro, branco, cabelos castanhos quase grisalhos, olhos azuis e um charmoso sotaque francês.
Ela ouvia a conversa, apesar de nada entender e já se imaginava mergulhada em problemas se a empresa fosse tão boa como estava prometendo.
Ele acendia um cigarro no outro e andava inquieto em círculos. Lindo, executivo, atraente... parecia saído das telas de cinema.
Sim. Mariana era sonhadora.


Foi bem sucedida na entrevista e concordaram que começaria na segunda feira.
Ela mal podia acreditar. Era seu melhor salário, a melhor oportunidade até então, apesar de não haver chance de aproveitamento na empresa. Ela já sabia q estaria fora, mas continuava contando c/ a sorte.

2º. Encontro:

Ela chega à pé, excitadíssima, quando pára um taxi a sua frente.
Um homem desce.
O mesmo do dia da entrevista.
Ela diz bom dia.
Ele responde.
Ela fica de pernas bambas na recepção esperando liberarem sua entrada.
Ele sobe.

3º. Encontro:

Havia se passado mais de um mês q estava lá, sem que ela se lembrasse do tal francês.
Eis q um belo dia, resolve conhecer a cobertura. Área também reservada para os cafésinhos da vida e p/ os fumantes.
Ele está lá.
Ela que tinha voltado a fumar, mesmo sem vontade, acende um cigarro, mas ele não nota sua presença.
Ela fica olhando fixamente os olhos dele, enquanto ele conversa com um grupo de estrangeiros.
Nada acontece.

4º. Encontro:

Ela resolve levar marmita à partir do 2º Mês. Todas as colegas faziam isso e definitivamente, era tempo de segurar a grana.
Não havia cozinha, as marmitas eram esquentadas numa sala localizada no térreo, onde havia microondas, geladeira, pia e treinamento.
Neste dia estava acontecendo um treinamento; ela pediu licença, invadiu e ficou quieta no final da sala.
Acabou se demorando, pois a comida estava congelada e mesmo estando em silêncio, algumas pessoas olhavam para trás, meio q se perguntando: "Ela não vai embora?!"
Antoine estava lá. E olhou p/ trás também, mas pela primeira vez a viu de verdade.
Ela se deu conta q era ele e ruborizou.
Ele olhou novamente, dessa vez fixando o olhar c/ um sorriso.
Ela tentou desviar mas não conseguiu.
O microôndas apitou e ela retirou a comida.
Saiu da sala, lançando um último olhar correspondido.

5º. Encontro:

Seu tempo estava acabando na empresa e ela ficara mais um tempo sem cruzar c/ Antoine. Soube que ele era do setor financeiro, mas não sabia sua função. Era incrível como nenhuma de suas colegas o conhecia, mesmo as mais antigas. Soube que a chefe de seu departamento desejava Antoine também e através disso, também soube q ele era Diretor.
Mariana resolve ir à cobertura fumar um cigarro.
No elevador, pensa em Antoine "Será q vou encontrá-lo dessa vez??"
Ele estava lá.
Dessa vez, havia uma amiga sua tentando tirar uma coca-cola q ficara presa na máquina.
Antoine, como bom cavalheiro q era, tentava ajudar sem sucesso.
Nesse dia, Mariana fez-se perceber. Ele a viu.
Ela sentou-se no banco em frente à máquina e acendeu um cigarro, cruzando as pernas de forma provocante, mas sem afetação. Era sexy.
Ele não resistiu e olhou em seus olhos. Ficou magnetizado.
Elas desceram e Mariana estava vibrante, apesar de trêmula.

6º. Encontro:

Finalmente o dia da partida.
O contrato chegara ao fim. Mariana estava desapontada por nem sequer ter dirigido a palavra para Antoine. Se sentia triste por não conseguir ficar na empresa como queria e por não ter conseguido conhecê-lo.
Dirigia em direção a empresa, num horário onde todos já estariam lá. Não tinha mais ilusões.
Estacionou nos fundos da empresa desejando vê-lo pela última vez, de todo coração.
Ao sair do carro, se deparou c/ Antoine nos fundos da empresa fumando um cigarro, andando de um lado p/ o outro.

O Diálogo:

MARIANA - Bom dia!
ANTOINE - Bom dia.
MARIANA - Vc tem um minuto?
ANTOINE - Claro!! (parecendo surpreso)
MARIANA - Olha que curioso. Quando vim aqui pela 1ª vez, vc estava exatamente aqui fumando. Quando comecei a trabalhar, vc foi a 1ª pessoa q vi chegando na empresa e hoje, eu estou indo embora e vc está aqui novamente... É uma pena realmente, a gente não ter se conhecido.
ANTOINE - Sim, sim - ele balançava a cabeça.


Mariana deu um beijo no rosto dele e subiu sem ao menos olhar p/ trás.
Antoine ficou ali atônito, c/ a cabeça pegando fogo sem saber o q fazer, se sentindo um idiota por ter deixado que ela escapasse. Ao mesmo tempo, se punia, porque era casado e por ter seus filhos pequenos. Só de pensar nisso ficava louco.
Mas e o buraco q ela deixara? Não conseguia tirar aquela mulher da cabeça. Só pensava nela a partir de agora.


Subiu pelas escadas enlouquecido e chegou arfante no setor de RH.
Pediu p/ a secretária entregar uma listagem p/ ontem, de todas as estagiárias q estavam deixando a empresa naquele mês. Leu a lista de tudo q foi jeito. De trás p/ frente, de frente p/ trás, ao contrário e nada de Mariana Bittencourt.
Por fim desistiu.

Esta história continua...

terça-feira, 2 de agosto de 2005

VERSINHO SEM-VERGONHA

Eu sei q vc não me quer.
Não me quer de roupa, não me quer nua.
Não quer meu toque, minha voz,
Não me quer sua.

Mas finge pelo menos!
Não faz esse silêncio.
Ele é ensurdecedor, é um silêncio aterrador.
Me bate de chinelo, me chama de vagabunda,
Me trata com desprezo, mas me trata por favor!

Esse bico não combina,
Cara feia, assassina.
De zanga e dessabor.

Vem ser meu dono, ralha comigo,
me põe de castigo, de quatro,
me ofereça perigo
Mas não cessa nosso ardor.

Pode dizer que eu não presto,
Pode dizer q sou tua puta.
Puta é assim mesmo, um dia beija outro chuta,
Quer sexo, quer ardor, quer
 
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