segunda-feira, 21 de novembro de 2005

A ROSA


Rosa não era mais menina.
Rosa era mãe.
Mãe solteira por opção. Amava demais a vida e os prazeres para se prender a alguém específico, então decidiu pela produção independente, coisa que seria fácil de conseguir.

Quando nasceu seu rebento, Rosa se viu até desamparada. Chorava muito nos primeiros dias e chegou quase a acreditar que um casamento seria a salvação da sua lavoura. Nada que o reestabelecimento dos hormônios não viesse consertar mais tarde.
Idéia de casamento em menos de um mês sumiu de sua mente. Instantâneo da mesma forma que veio.

Depois de optar por uma babá devidamente indicada, tudo ficaria resolvido. E de fato ficou.
Rosa voltou a trabalhar e mexer c/ a terra.
Cuidava dos jardins dos bacanas. Conseguiu se destacar numa profissão tradicionalmente masculina e da terra, tirava seu sustento literalmente.
Do tempo de faculdade, não tinha quase contato com ninguém salvo algumas amigas.
Quando a solidão batia, era cinema, teatro, até um choppinho sozinha ela topava.

Andava numa fase "So lonely" de ser e desandou a questionar sua imagem no espelho.
O único que dizia que ela era linda, era o rebento Carlinhos, que do alto de seus 4 anos, achava a mamãe linda e perfeita.
Ela esquecia e voltava prá sua rotina de plantas, terras e minhocas.
O problema é que a abstinência sexual começou a gritar dentro dela.
Claro! Rosa era nova ainda. E era um vulcão adormecido.
Entrou meio que naquela fase de sossegar.
Acabaram-se as sacanagens do tempo de faculdade.
As amigas casaram, mudaram e muitas delas se tornaram donas de casa com muito orgulho.
Só que a Rosa, escolhera o caminho mais difícil.
O do auto-sustento. O de não querer depender de homem, nem tampouco despejar sua sorte e seu futuro num casamento de fachada.
Ah! Isso não. A Rosa era quase auto-suficiente.

Não fosse um pequeno probleminha, estaria tudo bem.
Só que já andava cansada de conversar noite seguidas com o vibrador. Ele não respondia.
Dava prazer, mas não falava, nem beijava. Não dizia aquelas coisa ao pé do ouvido na hora da penetração. E Rosa sentia-se murchar antes do tempo.

A vida dá oportunidades a todos. Basta que estejamos com os sentidos apurados e com a Rosa foi assim.
Um dia o telefone tocou.
Era um ex-namorado do tempo de faculdade. Ele faria aniversário e reuniria a galera.
Rosa nem pestanejou. Confirmou afobadíssima. Queria muito uma novidade e essa viera na hora certa.
Teve uma semana prá se preparar, mas conforme foi se aproximando a semana, começou a ficar insegura.

Ora, todos sabem como o tempo costuma ser generoso com homens e cruel c/ as mulheres.
Ela tinha medo de estar velha em relação às amigas, tinha medo dos olhares acusadores, pela sua condição de mãe solteira... mas no dia exato, sacudiu a poeira e espantou os pensamentos negativos. Percebeu a tempo, que o preconceito antes de tudo, partia dela!

A festa foi bacana.
Encontrou muitos dos rapazes, companheiros de copo e das moças, digamos que a minoria foi. Quase todos estavam casados, porém quase ninguém foi acompanhado! Curioso...
A Rosa levou Carlinhos e a babá. Pro menino, o sol e a piscina estavam de bom tamanho e tão logo se viu de barriguinha cheia, arrastou a babá p/ a piscina, ficando lá, de molho por um bom tempo. Tempo suficiente prá Dona Rosa beber todas.

Aí a memória foi aflorando as gostosuras daquela época.
Lembrou de um trio, que era conhecido como trio delícia. Dos três, apenas um estava acompanhado no dia. Os outros dois estavam casados, mas não levaram suas parceiras, de maneira que a Rosa começou a imaginar o que poderia ter feito naquela época, que a falta de oportunidade não permitiu.
Eram os louros mais disputados da turma. E não se desgrudavam. Daquelas amizades que desafiam o tempo.
Se fossem irmãos, talvez não fossem tão amigos.
Lá estavam o Beto, casado, com filho pequeno e sem a esposa; O André, lindo também, com os olhos e a boca convidativos toda vida, com a esposa trabalhando e o João, aniversariante, ex-namorado, lindo e noivo.

A festa seguia animada, muito churrasco, muita bebida, conversa boa e um climinha nostálgico no ar, quando desabou o toró.
Rosa que sempre foi íntima da natureza, não exitou em sair na chuva para alcançar a piscina, onde estavam Carlinhos e a babá.
Conseguiu um táxi para deixá-los em casa e foi assim que retornou prá festa sozinha e ensopada pela chuva.
Depois, vieram as idas ao banheiro... e Rosa gostando daquele banho que a deixava de alma lavada.

Rosa ia e vinha. O vestido grudado no corpo desenhando um corpo nem tão acabado quanto ela julgava. Ela pisando nas poças d'água, feliz e esquecida de que talvez não tivesse mais idade prá isso. Atraindo olhares.
Numa dessas idas ao banheiro, Rosa se ajeitava antes de sair. O forro do vestido grudado e ela tentando consertar o que não tinha solução. Resolveu esquecer e saiu do banheiro, quando ao lado, sentiu um puxão no braço. Era o Beto.
O Beto, dos três, era o mais quieto. Mas um quieto, que não tinha nada de bobo. Ele só era meio desajeitado, o que acrescentava mais desejo por parte de quem via. Ele falou prá Rosa, que tinha visto tudo. Se referia a ela ajeitando o vestido.
Ela ficou incrédula, mas se lembrou que do espelho, conseguia mesmo ver o exterior do banheiro e então sorriu e ficou olhado prá ele sem dizer nada.
Beto pegou a Rosa sem delicadeza nenhuma e a conduziu ao banheiro masculino. Ali era seguro mesmo. Quase ninguém desafiava o temporal.

Beijaram-se. Línguas nervosas tateando rostos e corpos.
Ele de pau duro, ela alisando, apertando, punhetando.
O Beto, amassava os peitos da Rosa com a boca. Mordia, lambia, chupava, apertava e dizia que ela era uma puta, completando com tapinhas na bunda.
Rosa revirava os olhos e gemia sem medo de ser ouvida.
Mas quem seria capaz de fazer mais barulho que a chuva?
A rosa tirou a calcinha e esfregou sua boceta peluda naquela pica linda. Ficou assim um tempo, roçando o Beto e rebolando sem ser penetrada, quando o Andre entrou no banheiro.

O André também havia bebido bastante, mas não acreditou no que rolava no banheiro.
Ela não sabia, mas o trio, tinha altas fantasias com a Rosa e qual oportunidade melhor que essa?
André não sabia se corria e chamava o João, ou se ficava e realizava sua fantasia com os dois.
Depois do estarrecimento, foi se aproximando devagar.

Continua...

segunda-feira, 15 de agosto de 2005

E POR FALAR EM JOANA... - PARTE II


Joana chegara em casa àquele dia da praia, lembrando de todo o trajeto até aquele ponto.
Depois da despedida de Marcelo, todas as fichas começaram a cair devagar.
Teve uma vontade muito grande de jogar o telefone dele fora, mas não sabia por q não o fazia.

Tinha combinado uma cineminha com a mamãe que não via há algum tempo e ao chegar da praia, foi ver a roupinha que colocaria naquele dia quente de primavera.
O telefone tocou. Era Marcelo querendo aproveitar a noite ao lado dela, que se disse indisponível, mas prometera um contato para o dia seguinte.
Ele não acreditou muito...

Ela cumpriu.
Ele mal acreditava e ela também não acreditava que estavam fazendo aquilo. Mas fez. Impulsionada pela curiosidade de ter um homem tão diferente em sua vida.
Nunca havia namorado nenhum médico, nunca ninguém daquela situação financeira e ele tinha a fala mansa, era educadíssimo e lindo também. Ela pensou que seria apenas algumas beijocas de verão e q poderia controlar qualquer sentimento do porvir.
Achava-se dona de si, só que ninguém é. Ainda mais desafiando o destino do jeito q ela fazia.

Marcaram depois do trabalho dela, num terminal rodoviário onde não haveriam problemas. Ela usava um vestido vaporoso e seu corpo bronzeado pelo sol do dia anterior lhe deixava completamente sexy. Lhe dava um certo ar de inocência também.
Marcelo a viu e proferiu um elogio ao vestido, coisa que toda mulher adora ouvir. Decidiram-se por um motel para evitarem transtornos e ela acreditou na proposta dele de um bom comportamento. De fato, ele não precisava se comportar mal...

Ao entrarem no quarto, Dido se fazia ouvir no rádio. Uma música bem apropriada para o momento.
Joana tensa, sentou-se na cama sem saber o que faria. A conversa era agradabilíssima, mas se dependesse dela, iam continuar sentados na beira da cama conversando.
Marcelo puxou-a pela mão e subiram ambos na cama de casal. Ficaram assim algum tempo dançando em cima da cama.
Ela nunca vivera isso antes. Ele podia ter pulado em cima dela, ou mesmo poderia tê-la beijado com ardor, mas do alto de seus 37 anos seria muito mais educado, cavalheiro de sua parte, apenas dançar. Deixando o tempo, o clima, a música se encarregar do resto.


A música mudou. E a próxima que começava pedia beijo. E beijaram-se.
Beijaram-se sem pressa, com carinho, com intensidade, furor.
Joana sentia arder seu coração, cada vez q a língua de Marcelo passeava por sua boca, alcançava sua nuca e orelhas. Tudo com bastante vagar, de forma premeditada e enlouquecedora. A cabeça de Joana não parava de pensar. Ela começava a se dar conta, que com aquele beijo não era necessário ele fazer mais nada. Se tratasse toda mulher daquele jeito, elas certamente se encarregariam do resto, mesmo q ele ficasse parado, imóvel.


Marcelo começou a beijar a ponta dos dedos de Joana e ela sentiu sua calcinha molhar. Então tirou.
Ele foi tirando a camisa, com os dedos de Joana ainda na boca, depois, com a ponta dos dedos, alcançou o grelinho dela. Estavam endurecidos de tanto tesão. A essa altura, Joana pedia p/ ser penetrada, embora correspondesse a todas as carícias. Seu corpo gritava e Marcelo entendia.
Com os dedos dentro dela, Marcelo ainda brincava c/ seu corpo. Colocou-a de quatro e deu-lhe uma bela chupada. Enlouquecedora.
Joana nas nuvens, revirando os olhinhos...
Marcelo colocou a camisinha e penetrou-a. Tinha uma piroca linda!
Ela de quatro, ele por trás apoiado nos dois pés. Ela ainda não conhecia essa posição. Mas o tesão era tanto, q se ele quisesse colocá-la de cabeça p/ baixo, ela toparia.

Depois de muito treparem naquela posição, fizeram um papai & mamãe básico, onde Joana podia sentir o corpo dele, abraçá-lo e beijá-lo.
Sensação indescritível a arrebatou. Ela teve a sensação de já conhecer aquele corpo, de já ter sido dele. E ele alternava frases em francês e alemão no ouvido dela. Joana pirando, sentiu uma voz saindo de dentro dela.

"EU TE AMO C/ FÚRIA!"

Assustada, Joana recuou com as mãos tapando a boca. Como se ela não tivesse dito aquilo.
Marcelo perguntava sem entender o q ela havia dito, mas Joana não ousava repetir. Seu coração estava deveras disparado, ela nervosa e assustada tentando entender o q havia acontecido. Só conseguia respirar para não morrer.
Marcelo então, aninhou-a no colo e acariciou seus cabelos, beijando sua cabeça vez por outra, tentando acalmá-la.
Ela voltou ao normal, mas não ousou repetir o q tinha dito e ele não insistiu.
Continuaram a transa até se darem conta, q já era hora de partir.
Pela primeira vez, ela engolia por querer. O sabor dele era diferente de todos e ela mal acreditava que fizera aquilo.

Já de volta, conversaram animadamente combinando uma praia para a semana seguinte.
Nada mudaria na vida dos dois, mas a paixão, ali já havia se instalado.

Assumiriam?

terça-feira, 9 de agosto de 2005

O DESTINO INTERFERE - QUANTA NOVIDADE...


Mariana estava precisando desesperadamente trabalhar.
Tinha um novo aluguel do apê que conseguira e inesperadamente perdeu o emprego.
Passada toda aquela fase de depressão, por conta do desemprego, voltou à cidade para distribuir seus currículos cujas boas empresas falavam por si só.
Ela não se achava a bam-bam-bam do mundo corporativo, mas era uma menina dedicada.
Se destacava por onde passava e isso lhe era natural.


Mariana passara muito tempo se questionando e a palavra "o q vc quer ser quando crescer" continuava sem respostas. Isse lhe doía na alma. Como conseguir prosperar se nem ao menos sabia o q queria??
E assim se tacou na vida, de peito aberto e foi andando, andando sem saber aonde todo aquele caminhar daria.
O telefone tocava quase todo dia e ao passo q foi sendo chamada para as dinâmicas, a Lei de Murphy ia se cumprindo.
Enfim, apareceu uma vaga numa multinacional que se mudava para um bairro pomposo do Rio de Janeiro e q queria os serviços dela.
Nada vinha sem um bom desafio para acompanhar e Mariana não seria funcionária, faria apenas um temporário de 3 meses.


Se contentou c/ a proposta sem perder a esperança no futuro e rumou p/ a empresa, com seu melhor terno e melhor sapato.
Pôs a última gota de seu único perfume importado, caprichou no cabelo e chegou.
Nunca havia estado antes numa multinacional e nunca havia almejado isso. Simplesmente aconteceu e ela se deixou levar.
Foi encaminhada para a recepção, onde alguém ficou de buscá-la.
Logo ali, do outro lado do vidro e teve uma visão.


Uma visão de 1,75m, magro, branco, cabelos castanhos quase grisalhos, olhos azuis e um charmoso sotaque francês.
Ela ouvia a conversa, apesar de nada entender e já se imaginava mergulhada em problemas se a empresa fosse tão boa como estava prometendo.
Ele acendia um cigarro no outro e andava inquieto em círculos. Lindo, executivo, atraente... parecia saído das telas de cinema.
Sim. Mariana era sonhadora.


Foi bem sucedida na entrevista e concordaram que começaria na segunda feira.
Ela mal podia acreditar. Era seu melhor salário, a melhor oportunidade até então, apesar de não haver chance de aproveitamento na empresa. Ela já sabia q estaria fora, mas continuava contando c/ a sorte.

2º. Encontro:

Ela chega à pé, excitadíssima, quando pára um taxi a sua frente.
Um homem desce.
O mesmo do dia da entrevista.
Ela diz bom dia.
Ele responde.
Ela fica de pernas bambas na recepção esperando liberarem sua entrada.
Ele sobe.

3º. Encontro:

Havia se passado mais de um mês q estava lá, sem que ela se lembrasse do tal francês.
Eis q um belo dia, resolve conhecer a cobertura. Área também reservada para os cafésinhos da vida e p/ os fumantes.
Ele está lá.
Ela que tinha voltado a fumar, mesmo sem vontade, acende um cigarro, mas ele não nota sua presença.
Ela fica olhando fixamente os olhos dele, enquanto ele conversa com um grupo de estrangeiros.
Nada acontece.

4º. Encontro:

Ela resolve levar marmita à partir do 2º Mês. Todas as colegas faziam isso e definitivamente, era tempo de segurar a grana.
Não havia cozinha, as marmitas eram esquentadas numa sala localizada no térreo, onde havia microondas, geladeira, pia e treinamento.
Neste dia estava acontecendo um treinamento; ela pediu licença, invadiu e ficou quieta no final da sala.
Acabou se demorando, pois a comida estava congelada e mesmo estando em silêncio, algumas pessoas olhavam para trás, meio q se perguntando: "Ela não vai embora?!"
Antoine estava lá. E olhou p/ trás também, mas pela primeira vez a viu de verdade.
Ela se deu conta q era ele e ruborizou.
Ele olhou novamente, dessa vez fixando o olhar c/ um sorriso.
Ela tentou desviar mas não conseguiu.
O microôndas apitou e ela retirou a comida.
Saiu da sala, lançando um último olhar correspondido.

5º. Encontro:

Seu tempo estava acabando na empresa e ela ficara mais um tempo sem cruzar c/ Antoine. Soube que ele era do setor financeiro, mas não sabia sua função. Era incrível como nenhuma de suas colegas o conhecia, mesmo as mais antigas. Soube que a chefe de seu departamento desejava Antoine também e através disso, também soube q ele era Diretor.
Mariana resolve ir à cobertura fumar um cigarro.
No elevador, pensa em Antoine "Será q vou encontrá-lo dessa vez??"
Ele estava lá.
Dessa vez, havia uma amiga sua tentando tirar uma coca-cola q ficara presa na máquina.
Antoine, como bom cavalheiro q era, tentava ajudar sem sucesso.
Nesse dia, Mariana fez-se perceber. Ele a viu.
Ela sentou-se no banco em frente à máquina e acendeu um cigarro, cruzando as pernas de forma provocante, mas sem afetação. Era sexy.
Ele não resistiu e olhou em seus olhos. Ficou magnetizado.
Elas desceram e Mariana estava vibrante, apesar de trêmula.

6º. Encontro:

Finalmente o dia da partida.
O contrato chegara ao fim. Mariana estava desapontada por nem sequer ter dirigido a palavra para Antoine. Se sentia triste por não conseguir ficar na empresa como queria e por não ter conseguido conhecê-lo.
Dirigia em direção a empresa, num horário onde todos já estariam lá. Não tinha mais ilusões.
Estacionou nos fundos da empresa desejando vê-lo pela última vez, de todo coração.
Ao sair do carro, se deparou c/ Antoine nos fundos da empresa fumando um cigarro, andando de um lado p/ o outro.

O Diálogo:

MARIANA - Bom dia!
ANTOINE - Bom dia.
MARIANA - Vc tem um minuto?
ANTOINE - Claro!! (parecendo surpreso)
MARIANA - Olha que curioso. Quando vim aqui pela 1ª vez, vc estava exatamente aqui fumando. Quando comecei a trabalhar, vc foi a 1ª pessoa q vi chegando na empresa e hoje, eu estou indo embora e vc está aqui novamente... É uma pena realmente, a gente não ter se conhecido.
ANTOINE - Sim, sim - ele balançava a cabeça.


Mariana deu um beijo no rosto dele e subiu sem ao menos olhar p/ trás.
Antoine ficou ali atônito, c/ a cabeça pegando fogo sem saber o q fazer, se sentindo um idiota por ter deixado que ela escapasse. Ao mesmo tempo, se punia, porque era casado e por ter seus filhos pequenos. Só de pensar nisso ficava louco.
Mas e o buraco q ela deixara? Não conseguia tirar aquela mulher da cabeça. Só pensava nela a partir de agora.


Subiu pelas escadas enlouquecido e chegou arfante no setor de RH.
Pediu p/ a secretária entregar uma listagem p/ ontem, de todas as estagiárias q estavam deixando a empresa naquele mês. Leu a lista de tudo q foi jeito. De trás p/ frente, de frente p/ trás, ao contrário e nada de Mariana Bittencourt.
Por fim desistiu.

Esta história continua...

terça-feira, 2 de agosto de 2005

VERSINHO SEM-VERGONHA

Eu sei q vc não me quer.
Não me quer de roupa, não me quer nua.
Não quer meu toque, minha voz,
Não me quer sua.

Mas finge pelo menos!
Não faz esse silêncio.
Ele é ensurdecedor, é um silêncio aterrador.
Me bate de chinelo, me chama de vagabunda,
Me trata com desprezo, mas me trata por favor!

Esse bico não combina,
Cara feia, assassina.
De zanga e dessabor.

Vem ser meu dono, ralha comigo,
me põe de castigo, de quatro,
me ofereça perigo
Mas não cessa nosso ardor.

Pode dizer que eu não presto,
Pode dizer q sou tua puta.
Puta é assim mesmo, um dia beija outro chuta,
Quer sexo, quer ardor, quer

quinta-feira, 21 de julho de 2005

QUEM É O NICK?

Esse conto foi inspirado num grande amigo atuante na cena Carioca.
Façam suas apostas!



Conheci o Nick num Pub.
Naquela época ele era o típico roqueiro cabeludo que fazia um sucesso danado com as meninas fãs do gênero. Era magro, branco, alto, cabelos cacheados passando do ombro, engajado, eloqüente e possuidor de uma fala convincente.
Sabe, o Nick chamava a atenção, mas era uma atenção mais pelo seu jeito exótico do que por questões de beleza.
Acontece q quando ele abria a boca, logo as pessoas juntavam ao seu redor. Parecia um militante o Nick.
Tinha um olhar crítico e questionador sobre as coisas, talvez por ser apaixonado por fotografia e por trabalhar com isso, era acostumado a ver as coisas por ângulos diferentes, de modo que não exitava em passar esse olhar adiante.


Apesar de sua visível popularidade e de legiões de meninas estarem sempre ao seu redor. Ele se sentia um tanto sozinho.
Era muita gente em volta e ninguém ocupando seu coração.
Teve envolvimentos fortuitos, namoros breves, mas ninguém sabia o q acontecia c/ o Nick, q nenhum dos seus relacionamentos ia adiante.
Seria ele um devorador de mulheres?? Seria ele tímido na cama?? Seria ele passivo demais? Por q as meninas não se interessavam a ponto de dar continuidade a um copromisso mais sério??
Perguntas, perguntas e nenhuma resposta. Nick andava desolado e solitário. Ah! Mas isso eu já disse, né?!.


Bem, nossa história se cruza, quando eu ainda estagiava no colégio de bruxas e andava treinando indução e técnicas de desaparecimento, captação de pensamentos, essas coisas q a gente aprende.
Fui estagiar nesses inferninhos de roqueiros, com aquela gente toda furada, meias coloridas, brilho no cabelo e me deparei c/ a figura do Nick.
Depois de um longo discurso contra as rádios FM's de sua cidade e após longa conclamação da massa, vislumbrando um belo boicote, ele se calou num canto pensativo aguardando a entrada da banda tão conhecida quanto seus sonhos, sozinho, taciturno.


As meninas todas foram beirar o palco.
Ele segurava o copão de chopp e se imaginava atrás das menininhas de saia curta. Aquelas q já haviam passado da idade de saias curtas. Puro fetiche, mas funcionava.
Nesse momento lhe captei os pensamentos. Invisível como estava, encostei no braço dele e pude sentir as vibrações.
Nick suspirava entristecido por se sentir tão sozinho. Lembrava dos amigos queridos q não estavam naquela noite ali, por conta de seus pares e assim, ia bebendo, convicto de nunca deixar de lado o bom e velho Rock and Roll!
Me senti compelida a ajudá-lo, mas ele não poderia sentir minha presença. Nick era um simpatizante da bruxaria. Se eu desse mole, me captaria a presença e meu experimento iria por água abaixo.
A banda lhe chamava a atenção, tanto, que ele esquecera momentâneamente o chopp pela metade. Boquiaberto assistia ao show.
Foi nesse momento q derramei a poçãozinha no chopp e antes de me afastar p/ ver os resultados, induzi muita sede nele.
Nick bebeu tudo, depois sacudiu o copo sem entender por que o chopp tão saboroso havia acabado tão depressa.
Bruxa iniciante é uma merda! Fiquei insegura quanto aos resultados e conforme novo chopp, nova poção despejei no copo.
O bichinho já havia bebido um litro de chopp sozinho e nada acontecia. Até que de repente...
Nick começou a vibrar c/ a música, q lhe provocava um efeito estonteante por dentro (não, não era o chopp!). Começou a se sentir bem, poderoso, bonito.
Sentiu seus cabelos tocando as costas e teve ímpetos de tirar a camisa. Nick estava se sentindo completamente sexy,
Eu comecei a ficar com medo. Esse definitivamente não era o efeito desejado. Estava indo rápido demais!


Nick não hesitou ao tirar a camisa gritanto "Uuuuhuuuu" para a banda e contagiando a todos.
Enquanto isso, no canto escuro do salão, Diana e Cristina só olhavam.
Ele dançava e sacudia a cabeça, como se fosse um "Guitar Hero". Era como se conhecesse aquela música desde sempre e ousou plagiar o cantor e fazer movimentos como se tocasse uma guitarra. Seu corpo começou a transpirar e um calor reconfortante cobria seu corpo.
Quando a luz bateu sobre ele, se viu completamente diferente e pela primeira vez na vida, não quis entender o que estava acontecendo.
Estava com aquela velha calça jeans q até lhe sobrava nas medidas, mas àquela altura, ela se apresentava arrochadíssima. Vestia um coturno de couro, o que o fazia parecer mais alto, seu torax se apresentava definito, seus braços musculosos... (definitivamente exagerei na dose!!!!)
Nick se tornou um homem liiiiindo, sexy, provocante, sem-vergonha, despudorado. Fazia gestos p/ as meninas e botava a língua de fora, fazendo insinuações, como se tivesse encarnado o próprio Jim Morrisson naquelas viagens de ácido (e eu tremendo de medo!).


Diana e Cristina resolveram sair do canto escuro.
Enquanto Diana dava as mãos a Nick naquela dança frenética, Cristina o empurrava pelas costas em direção ao canto escuro da casa.
As paredes eram escuras, sujas, tinham cheiro de maconha, mas àquela altura, ninguém sentia nada. O tesão havia se espalhado.
Ambas empurraram Nick p/ a parede. Dançaram na frente dele.
Diana atrás e Cristina na frente, ensaiando uma dança sensual, quando de repente viram o volume crescendo dentro da calça de Nick.
Cristina de mini-saia, se empolgou total. Dançado de forma provocante, retirou a calcinha, q na verdade não faria falta nenhuma, tal era seu tamanico!
Diana acariciava os peitos de Cristina enquanto roçava a boceta nela por trás.
Nick olhava a alisava o pau, doido p/ entrar em ação, mas até isso ele soube esperar.
Cristina sentiu sua bocetinha molhada e passou o dedo lambusado na boca de Nick q sentiu seu suquinho extasiado. Nunca vivera isso antes.
Diana inverteu as posições. Encostou sua bunda em Nick e puxou Cristina p/ si e a beijou, roçando a bunda na caceta de Nick. Foi quando sentiu.


Nick tinha uma caceta enoooorme. Muito maior do q supunham. Um misto de alegria e curiosidade se apossou das duas.
Elas agaxaram e juntas, colocaram-no p/ fora e começaram a passar a língua. As duas lambiam ao mesmo tempo e Nick mal acreditava no q estava vivendo. Completamente seguro de si, pela primeira vez, puxou o cabelo das duas, dominando completamente a situação.
Elas quase gozando de tanto prazer.
Nick vestiu a camisinha e encaixou Cristina na pica ali mesmo. Ligaram o foda-se de vez!
Cristina de costas p/ ele, beijava Diana, enquanto a outra acariciava seu grelinho.
O trio deu vasão a todas as suas fantasias ali mesmo e quem via de longe, não identificava quem era quem.
Depois trocaram.
Nick ficou ali até se satisfazer por completo.


Poucas horas depois, trocaram telefone e despediram-se. Diana e Cristina entraram no carro e prometeram fazer contato.
Do lado de fora, puderam ver quem era Nick de verdade. Deram-se conta q aquele q estivera lá dentro, não era nem de longe o cara que haviam transado de verdade.
E ele próprio, não se importou de ter voltado ao normal. Sentiu-se confiante.
Desse modo, com apenas um olhar, elas puderam perceber que o que apareceu naquele escurinho, foi nada mais do que o interior de Nick aflorado e ele por perceber isso, se tranqüilizou se sentindo renovado e pronto p/ outra.


Meu estudo foi interessantérrimo, apesar de quase ter dado errado.
Expus o cara, mas no final, os três aprenderam uma grande lição.
Elas aprenderam a não julgar as pessoas pela aparência e ele...
Bem, ele aprendeu que é o cara!
Só depende dele...


À propósito, eles estão namorando.
Quem??
Os três oras.

quarta-feira, 13 de julho de 2005

ANTÔNIA ACORDOU!

Antônia era aquele tipo de mulher que certamente fora homem em outras encarnações.
Não era o tipo de mulher que tinha um fogo exacerbado, mas de vez em quando a tocha acendia dentro dela e ela se via obrigada a ceder, até que o incêndio fosse apagado por completo.

Sempre soube lidar c/ situações que envolviam traição e definitivamente culpa, era uma palavra q não existia em seu vocabulário.
Não era linda, era inteligente, sedutora, tinha uma voz macia...
Se encontrava casada e com filhos. O casamento? Ia muito bem, assim como todos os outros relacionamentos que tivera antes dele. Sabia conduzir um relacionamento. Sim, porque Ela sempre conduzia tudo. Sabia ser amiga, amante dedicada, não deixava a rotina entrar, tinha sempre um assunto divertido na pauta, porém existia um segredo que só ela sabia. Ela adorava variar de parceiros.

Ela adorava fazer sexo com quem não tinha intimidade. Adorava conhecer, sentar no bar, olho no olho, aquele desinteresse disfarçado do início, depois os telefonemas que se seguiarm, e-mails, coração acelerado...
Quando entrava em casa, tudo isso desaparecia e o Ziraldo nem sonhava o que havia se passado com ela durante todo o dia.

Mesmo com o corpo fora dos padrões da ditadura da moda. Mesmo sem os dentes brancos q a mídia exigia e sem aquele cabelo de comercial de xampu, Antônia batia um bolão e deixava aquelas modelinhos magrelas no chinelo.

Mas um certo dia, algo aconteceu. Ela cansou.
Começou a acreditar que seu problema era patológico e decidiu fugir de seu verdadeiro eu. Resolveu que se esconderia de sua essência. Não mais trairia, não mais se deitaria com outro, que não fosse o Ziraldo.
Para ele, não havia diferença. eles continuavam variando as posições sexuais e os cômodos da casa, de maneira q se ela largasse os demais ou não... Definitivamente não faria um pingo de diferença em seu casamento.
Antônia se olhava no espelho e conferia a pança. Conferia as celulites e batia o martelo. Não por seu corpo mudado por conta dos filhos, mas porque sabia q no final do último ano, andava exagerando na dose de bebida e de parceiros. Então parou.


Sentia um grande alívio.
Alívio, por estar sozinha c/ ela (que talvez fosse seu grande fantasma), alívio por não sentir necessidade de outros, alívio por sua vida familiar.
Houve o primeiro teste do destino e Antônia não vacilou. Saíra c/ amigos numa noite e o carinha que era amigo do amigo, ofereceu carona e tentou seduzí-la no caminho de volta. Antônia firme. Não cedeu.
Se sentiu inteiramente protegida ao entrar em casa, ao cair nos braços de seu verdadeiro amor. O Ziraldo. Correspondendo o beijo, completamente alheio ao que se passara lá fora.

O tempo continuou passando até q um dia o telefone tocou.
Uma voz masculina do outro lado da linha, perguntava por sua chefe. Ela estava entrando de férias, de modo que não parava um só segundo na mesa, na empresa.... Antônia perguntou se ele não queria deixar recado e quando o homem se identificou, Antônia sentiu um calafrio ao ouvir o nome.
Era o Joshua.
O Joshua, brincava com ela no clube, quando há muito tempo fizeram natação juntos.
O Joshua nunca quis ficar c/ ela. E ela nunca alimentou esperanças de ficar com ele, mas também nunca se preocupou ou sequer deu vazão a qualquer sentimento, porque simplesmente sabia que não aconteceria. Mesmo porque, eram praticamente crianças e existiam tantos outros...
Antônia tinha certeza q era ele, mas podia não ser. Então, crivou o homem de perguntas e todas foram afirmativas. Ele não lembrava dela, mas ficou curioso.

Marcaram de almoçar, trocaram e-mails, fotos e o diabo. A ansiedade era irritante. Ela não conseguia acreditar que o dia chegara.
Se encontraram.
Joshua podia estar ferrado, gordo, grisalho, manco, com mau hálito, caspa, seborréia, casado, cheio de filhos...
Mas não. Joshua estava de costas lendo uns jornais da banca enquanto ela não aparecia.
Estava c/ as mãos no bolso, provavelmente se perguntando o que esperava por ele.
Não tinha um fio de cabelo branco;
Tinha se tornado um homem alto, esguio.
Não tinha barriga, nem cabelo branco, nem caspa, nem seborréia. Lhe pareceu elegantérrimo.
Não mancava.
O rosto não mudara tanto.
E vestia terno. Não estava fodido na vida definitivamente e prá piorar estava solteirérrimo, sem nenhum rebento - nem adotivo!
Pronto, fodeu!
Desse jeito, o destino tinha sido cruel! Mandara finalmente um adversário a altura.
Almoçaram, conversaram longamente, riram muito e se comportaram. Nem um olhar que levantasse suspeita, nem um pingo de sedução no ar. Apenas bons amigos, exatamente como naqueles 25 anos atrás.
Relembraram tanto, que de ambos não havia vontade de voltar para os escritórios. Os negócios c/ a chefe dela ficaram perdidos no tempo.

Depois do primeiro encontro, passaram a se falar todo dia, toda hora. E finalmente, confessaram que o desejo existia.
Tanto ele, quanto ela. Ela mal podia acreditar. Conseguiria provar dele? Ou ficaria se travando??
Marcaram o segundo e o terceiro almoço chegou. O tesão afloradíssimo.
Ela vivia molhada e ele de pau duro, mas a rotina de ambos insistia em adiar o encontro.
Foram num restaurante na Zona chique de São Paulo e a cobertura dos 45 andares do prédio dava p/ todo o centro comercial do lugar.
Tudo lindo, tudo perfeito.
Ela de vestido e sem calcinha, ele de terno e de pau duro. Não dava p/ ver, mas ela sabia!
Sentaram-se próximos da janela e na frente de ambos, uma mesa repleta de velhinhas.
Tinha para todos os gostos e idades. Desde os 59 até os 79.
Os dois finalmente se beijaram sem querer saber delas e elas nem disconfiavam que Joshua tocava Antônia por baixo da toalha da mesa.
Ela enxarcada, ele lambendo os dedos. Ninguém fazendo caras, mas os corpos estavam pegando fogo.
Almoçaram.
Ela tocava ele e sentia que o pau estava rijo a ponto de estourar dentro da calça.
E aí surgiu a idéia de que poderiam ir p/ a escada.
E foram.

Balde de água fria à vista.
Havia uma placa imensa avisando que o local era filmado. Câmera não se via, mas certamente ela estava em algum lugar.
Antônia e Joshua se esconderam entre o corredor e a escada. Ali não parecia ser filmado.
E foi então que seus corpos se esfregaram, se beijaram, abraçaram-se e ela encheu a boca ali mesmo.
Chupou com tanta voracidade e prazer, que mal podia se conter. Sentia vontade de se tocar.
Qualquer barulho suspeito, partiam para outro andar e começavam tudo de novo.
Coração acelerado, lábios melados, busca de tranqüilidade e prazer.
Já no novo andar, no mesmo lugar, ela colocou o pau dele entre as pernas e deixou ele todo molhado. Irresistível, mas não podiam continuar.
Tudo conspirava contra. A hora, a falta de camisinha, o medo de um flagrante... então, ele que já não agüentava mais gozou assim mesmo.
Ali, naquele corredor, com os barulhos que vinham do outro lado da porta.

Já do lado de fora do prédio, eles se despediram e se prometeram outro encontro.
Ela mal podia andar. Nem acreditava no que tinha feito. Não acreditava que beijara ele depois de tantos anos, que o chupara daquele jeito depois de tantos anos, que teria um dia de sexo justo com aquele que ela nunca esperou.
Mas já tinha decidido.
Transaria à exaustão.
Finalmente acordaria seu lado mais temido para ficar com ele.
Só com ele!

segunda-feira, 25 de abril de 2005

Uma História da Mulher de Vida Fácil


Anabel decidira largar a vida.
Foi praquela casa aos 14 anos, depois do estupro pelas mãos do padastro e o descrédito da mãe.
Se sentia completamente só e desamparada, quando foi levada pelas mãos do padrinho até aquela casa de cortesãs.
Ela pensou de fato que tudo estava perdido, mas não. Aquilo era apenas o começo de uma vida de alegrias.
Alegria essa que desde a infância nunca conhecera.
Anabel era fransina, cabelinhos ralos, grandes olhos verdes e uma boca bastante carnuda que em nada combinava com seu corpo miúdo.
Filha de única de uma família de quatro homens. Os meninos costumavam tratá-la como igual, já que nem era a mais nova, nem a mais velha.
Quando brincavam não viam muita diferença entre os sexos. A tal diferença começou a ser notada depois dos onze anos, quando as mudanças no físico começaram a aparecer.
A mãe era chegada na bebida, nem um pouco diferente do padastro, que exagerava na dose.
Os meninos faziam bicos na rua, vendendo quinquilharias, engraxando sapatos alheios e sustentando o vício dos "pais" e ela se sentia aparte daquele mundo sujo.
Ela e o padrasto não se bicavam. Anabel conseguia enxergar maldada naquele olhar. Não via na união de sua mãe uma união de amor, mas de uma afinidade viciante por conta da bebedeira de ambos.
As brigas e maus tratos eram comuns naquela casa, principalmente quando o dinheiro para a bebida andava escasso.
Logo, numa atitude de vingança e desvario, aquele homem vil tapara-lhe a boca e puxara-lhe os cabelos ralinhos por baixo do lençol rasgadinho que cobria Anabel na entrevéspera de seu aniversário.
Ele ria, com aquele bafo de cachaça, ele ria e escarnecia dela, dizendo ser seu presente de anviersário adiantado.
A menina dormia de bruços e nem teve tempo de sentir o peso do corpo daquele Abel monstruoso. O incômodo do peso, transformou-se em dor lancinante, quando sentiu algo penetrando primeiro seu ânus. De dor, Anabel desmaiou e o bruto ficou ali durante alguma tempo ainda intercalando entre o ânus e a vagina dela. Finalmente ele parou, ao se dar conta de que o lençol da cama banhara-se em sangue. Assim ele parou e voltou p/ cama ao lado daquela que ansiava por seus toques, mesmo que fartos de brutalidade. Cristina sim. Essa gostava daquele jeito de ser possuída.
Mas a pobre Anabel...
Envergonhada, humilhada e ferida nem sabia o que era aquilo.
Voltou a si com dores pelo corpo e na alma; e por fim, pela injúria. Sua mãe, Dona Cristina pegara-lhe pelo braço, ainda se recobrando do susto e levara-lhe para casa do padrinho. Este por sua vez, não ousava questionar os desmandos do casal, pois em outros tempos, estes lhe saldaram uma vultuosa dívida, de maneira que havia gratidão apesar da discordância.
Anabel fora proibida de falar por todo o trajeto e teve que calar inclusive o pranto ao ouvir a história que foi contada a sua mãe. Podia não ser a melhor, mas ainda sim era sua mãe.
Ela tentou balbuciar algumas palavras antes da despedida, mas a voz nem saía, tal era a dor que levava no peito.
Pelas mãos do padrinho, foi entregue à dona do estabelecimento, que imediatamente se afeiçoou dela. Estava salva.
Dona Elisa, era uma matrona que há muito havia perdido a forma e tratava apenas dos assuntos administrativos do estabelecimento. Cuidava para que o padrão da casa jamais caísse. Buscava meninas de fora da cidade e as mais belas. Dramas como o de Anabel, via quase sempre se repetirem e profunda conhecedora da alma humana como era, procurava resgatar-lhes a auto-estima tanto quanto fosse possível, porém não da maneira convencional. Não da maneira ditada pela sociedade. As moças costumavam se especializar em perfeitas senhoras na cama. Quando as portas dos quartos se fechavam, eram elas que mandavam. E eles? Obedeciam de bom grado.
Anabel chegou despedaçada, pois sabia aonde estava pisando. Sabia que se tratava de uma casa de meretrizes, portanto vivia calada e chorosa.
Dona Elisa tratou de reverter o quadro, conversando muito c/ a moça, sem esconder dela seu destino. Ela costumava dizer que a dor não faria mais parte de sua vida. Não a dor física. Ensinou-lhe a arte do sexo e contava qualidades e defeitos de cada um dos clientes da casa, de maneira que Anabel já sabia de antemão com quem se deitaria, como e o porque. Nunca um cliente estreante parava nos braços dela. Era "testado" pelas meninas antes e quando tinha o prazer de optar por Anabel, essa já sabia o tratamento que dispensaria ao cliente.
Anabel tomou forma. Aprendeu a cuidar dos cabelos, a dominar imperfeições com maquiagem e fazer sobressair o que tinha de mais bonito, sua boca.
Nunca mais foi vista sem um batom rubro na boca. Os homens enlouqueciam, quando Anabel beijava-os no cantinho da boca, segredando-lhes no ouvido que seriam os próximos, numa próxima que às vezes não chegava nunca.
Ficou tão boa no assunto, que Dona Elisa ao partir do mundo, deixou a Casa de Minas para todas, porém o bordel mais badalado da cidade seria gerenciado por Anabel, que hoje era conhecida por Mirna.
Anabel colecionava bens e juntou muito dinheiro. Ela jamais saíra da Casa de Minas.
Deitava-se com homens da alta sociedade e que detinham o poder, de maneira, que nunca precisou passar por certas humilhações no banco ou na via pública. Eles eram seus escravos. Faziam de tudo por ela.
Um dia não se conteve. Resolveu procurar sua família. Exatos quatorze anos haviam se passado, ela estava prestes a completar 28 anos e se sentia pronta para encarar a família.
De volta ao lar, triste cena a confrontou. O padastro, completamente arruinado pela bebida, jazia numa cama, só saindo para sentar-se na cadeira de rodas doada pelo padrinho ainda amigo e grato. A mãe, continuava de pé, mais velha lógico, mas lúcida e conformada.
Perdera três dos filhos para tuberculose e o mais velho encontrou casamento com uma moça de sociedade, de maneira, que a única coisa que soube devolver aos pais inconseqüentes foi a indiferença. Os dois ali se encontravam completamente sós.
O padrinho não podia ajudar muito. De vez em quando arrumava uma refeição e mais ninguém aparecia para ajudar. Os amigos de copo sumiram todos ou morreram.
Anabel ao se deparar com aquele triste quadro, nada sentiu pelo padrinho. Nem pena, nem ódio. Só um grande nada.
E dominada por esse nada é que levou a mãe dali.
A mesma mãe que estava prestes a perder a casa, por conta de dívida e que logo estaria morando na sarjeta; a mesma mãe que um dia lhe negou carinho e jogou-a num prostíbulo; a mesma mãe que sempre teve uma atitude egoísta e irresponsável para com os filhos todos, agora seria ajudada não por Anabel, mas por Mirna.
Mirna juntou os trapinhos da mãe e tirou-a de casa à força ajudada pelo motorista.
Tratou da mãe e curou aquela fraqueza, com uma boa refeição, aceio e atenção. E não pediu, Mirna ordenou que a mãe teria uma boa vida daqui prá frente.
Aprenderia a expiar seus atos por intermédio do trabalho.
Seria cozinheira e arrumadeira da grande Casa. Ao recobrar a saúde e o fôlego, se deu por conta aonde havia entrado.
Se deu conta que o marido a essa altura estaria morto ou largado na rua esperando pela morte.
Se deu conta que estava dentro de uma casa de meretrício e que seria escrava das putas que tanto repudiava.
Nesse momento odiou Anabel, sem se dar conta que aquilo era uma ajuda e não uma vingança.
Pois limpou, arrumou e cozinhou. Pois viu a filha se deitar e se servir dos homens mais diversos.
E começou a lembrar de como era frágil e pequenina, e de como fora abandonada por ela própria.
E acordou daquela capa de imprudência e inconseqüência que sempre vestira. Então chorou. Chorou rios e dias.
Chorou por cada minuto de abandono por sua culpa. E soube por intermédio de uma puta que ela fora a grande culpada daquela situação.
Descobriu um pouco da história daquela Mirna fria e sem dó, uma vez que estava proibida de revelar sua identidade.
Assim, as semanas se passaram e Dona Cristina juntou forças suficientes para se perdoar e pedir perdão.
E Mirna ao ver sua mãe arrependida com toda sinceridade, deu por encerrada seu destino na vida.
Foi para o Rio de Janeiro .

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2005

Descobrindo o rio

Aurélia era uma mulher madura beirando seus quarenta anos. Ela estava casada há algum tempo e seus filhos já tinham largado a barra de sua saia.
O marido vivia para o trabalho e ela se sentia entediada c/ os afazeres de casa.
Acordar às quatro e meia da manhã, buscar água no poço, recolher madeira para acender o fogão à lenha, acordar as crianças e preparar a água do banho antes da escola.
Cuidar da barba do marido, preparar almoço e entre um suspiro e outro, coser os rasgos das roupas dele.
Estavam todos fora naquela tarde e ela se viu sozinha em casa com todas as tarefas a sua espera.
Aurélia resolveu dar um pontapé na rotina e antes que as crianças voltassem famintas pelo lanche da tarde, resolveu ir ao campão recolher a madeira para o dia seguinte.
Sentia-se tão vazia e presa aquela vida, que queria fazer tudo ao contrário. Pelo menos quando estivesse sozinha, não tinha que ceder aos desmandos do marido.
Ele era daqueles homens com voz de trovão, que só a respiração dava medo.
Aurélia casara como muitas outras moças de sua época. Mal menstruou, foi empurrada para seu novo senhor, que dessa vez não tinha nada de pai.
Não tivera beijos na lua-de-mel.
De origem humilde, fora entregue a esse dono porque uma de suas virtudes era a honestidade e disposição para o trabalho. Em sua vila humilde, isso o elevava a condição de bom partido.
Bráulio não tinha medo do trabalho é verdade. E na usina em que trabalhava, convivia com homens da mesma espécie, mas ele não era dado a prostitutas como seus colegas de profissão. Era de casa para o trabalho e do trabalho para casa. Era um homem rude, sem ambição. Sua idéia de riqueza era comida na mesa e só.
Aurélia tinha mão boa para costura, de maneira que conseguia recortes ou o que chamaríamos de revistas velhas, com idéias de como seria a vida na cidade.
Aquelas cartolas lustrosas, os fraques impecáveis e os cabelos engomados da cidade lhe chamavam a atenção.
Apesar de não saber ler, aquelas imagens povoavam seu imaginário e em nada lembravam o jeito de ser de seu marido e senhor.
Imaginava-se sendo envolvida por um homem daqueles e aninhada como uma criança.
Se espantava muitas vezes com esses pensamentos e de como eles apareciam em sua cabeça, já que na época de seus pais, nunca vira tal demonstração de afeto, a não ser da mãe para as crianças.
Aurélia não sabia, mas vinha sendo observada nas madrugadas pelo jovem Marcos há algum tempo.
Ele não tinha família, não tinha residência fixa, nem ninguém e transitava pelos dois mundos.
Aprontava algumas na cidade e isso o obrigava a se manter afastado por um algum tempo, afim de decidir qual seria o novo destino de suas armações.
Questão de sobrevivência talvez.
Ele andava escondido na mata que pertencia ao terreno de Aurélia e a observava a espreita.
Ela era totalmente diferente das mulheres que andavam com Marcos. As outras, andavam a disfarçar as imperfeições com maquiagem, espartilhos, botas de salto, meias, ao passo que Aurélia não podia viver daquele jeito, mesmo que pudesse, seria uma figura ímpar na redodeza. Se assemelharia a uma aberração, já que ninguém se vestia assim na roça.
E era justamente disso que Marcos gostava. Dos cabelos dela ao vento, quando corria para perto do rio, da saia molhada e transparente mostrando-lhe as formas ao sair do rio.
Dos seios fartos apesar de não tão firmes, pois Aurélia amamentara 5 crianças, era impossível ser perfeita...
Aurélia fora buscar madeira e água naquela tarde e se embrenhou pelo mato a catar gravetos. O calor abafado do mato lhe subiu a cabeça. Escorria o suor pela fronte e nas costas a blusinha de algodão lhe colava nas costas. Surtou. Sentiu uma onda de calor invadindo o corpo e ao limpar o suor que já escorria entre os seios, sentiu um arrepio diferente ao tocá-los.
Gostou.

Meio que inconsciente, Aurélia foi caminhando em direção ao rio, solitária, largando balde, gravetos, só enxergando a margem como refúgio.
Sentou-se contemplativa na beira do rio e as águas cálidas confortavam-lhe a alma, mas não lhe aplacaram o fogo que lhe subia a cabeça.
Seus dedos se encaminharam por entre as pernas abertas. Foi subindo pelas coxas acima, meio insegura e ali bem no meio da vagina, sentiu o clitóris rijo. E ficou acariciando tranquilamente como se aquilo fosse comum. À medida que ia acelerando o toque, gemidos saíam de dentro dela. Aurélia sabia que não seria ouvida, de forma que não teve medo e se deixou levar pela loucura que sentia.
Marcos observava tudo.
Ficou excitado e assombrado de ver aquela mulher até inocente, se tocando tão lindamente.
Infelizmente, ele tinha um lado mau que predominava em sua personalidade.
E ao vislumbrar tal cena, viu ali a oportunidade de satisfazer sua vontade. Ele era jovem, viril, de traços finos, exatamente como Aurélia via nos recortes da cidade.
O mal que estava prestes a fazer, por uma ironia do destino talvez não fosse tão mal assim.
Aurélia estava prestes a alcançar o orgasmo, quando ele veio sorrateiramente por trás de tapou-lhe a boca.
A primeira imagem q veio na cabeça de Aurélia foi a de seu marido preparando-lhe um castigo. Imaginou numa fração de segundos, a surra, o espancamento, toda dor interna e calou. Congelou e fechou os olhos.
Marcos se deteve e afroxou a mão. Alguma coisa naquele momento tocou seu coração e ele ainda não sabia o que seria, mas deixou que ela o visse.
Os dois estavam em silêncio. Ela chocada pelo engano e surpresa. Ele pela ardência que vinha de seu coração ao encontro dos olhares.
Ele pegou a mão de Aurélia, devolveu para o lugar onde se encontrava e acariciou seu rosto.
Lágrimas rolaram de sua face, como que aliviada pela visão da beleza dele. Enquanto ela chorava, ele a beijava. E os dois foram ficando ofegantes e mais excitados.
Ela se deitou, como que consentindo ser penetrada e ele nem baixou as calças, empurou seu membro dentro dela na beira do rio.
Enquanto montava em Aurélia, enfiava o dedo em seu ânus e ela gritava de prazer, lhe arranhava as costas, falava coisas que nem sabia que podia dizer, por fim se libertando exausta num gozo único.
Entraram no rio, depois nadaram e se conheceram.
À partir daquele momento, Aurélia descobrira que existe amor e Marcos também.
Ele acostumado à vida fácil, resolveu ficar por ali mais tempo que o pensado no início.
Ela, mudara o horário de buscar madeira.
Aproveitava para levar comida e suprimentos para seu homem.
E assim foram vivendo e se amando, até que chegasse a hora de sua viuvez.
Tocando a vida, com calma, sem pressa e sem medo da solidão.
Esperando a viuvez chegar. Mesmo que fosse provocada.




quarta-feira, 16 de fevereiro de 2005

Testando a vassoura

Vcs sabem q andei meio sumida.
De fato, ando aprontando um pouco.
Tenho viajado no tempo em busca de informações sobre a década de 20, do século passado.
Logo, logo, terei material suficiente para trazer ao vosso conhecimento de histórias picantérrimas q já aconteciam naquela época.

Grande abraço de bruxa e não esqueçam de subir na vassoura!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2005

E MARIA AMA JOANA - PARTE II

Era uma aborígenezinha essa tal de Joana.
Ela e Maria se entenderam no segundo dia em que se conheceram. No primeiro, Joana tirou um sarro da cara de Maria sem ela saber. Conheceram-se no trabalho e passaram a ser colegas.

Joana tinha aquele tipo de humor mordaz, ácido, safado e sem-vergonha, tanto que para arrumar amigos verdadeiros era um custo.
De certo, Joana era meio arredia e não costumava facilitar as coisas, mas depois que se conheceram, não se desgrudaram mais.


Maria era mais velha que Joana, porém aniversariavam quase no mesmo dia. Então, as afinidades ficaram logo evidentes e Joana confessou a brincadeira que fazia desde o primeiro dia em que vira Maria. Por sua vez, Maria já tinha passado da fase de esquentar com tudo. Nunca foi disso, de maneira que ficou tudo bem. Ainda sim, inventou de chamar Joana de aborígene vez por outra. Joana ficava puta, mas levava na sacanagem. Sabia que era linda, não tinha grilos c/ apelidinhos.

A vida é engraçada. Separa e volta a unir os amigos.
Talvez para testar se a amizade é verdadeira mesmo. Às vezes as duas ficavam quase um ano inteiro sem se falar, mas em Novembro voltavam a se ligar e dar os parabéns.

Maria era mais sentimental, acreditava mais nas pessoas e caía em algumas ciladas que a vida preparava.
Já a Joana, não. Era mais na defensiva. Talvez, por não ter tido proteção na infância, por ter lutado desde cedo a conseguir na marra o que queria. De um jeito ou de outro.

As duas quando se encontravam trocavam muitas coisas. Maria aprendia a não abrir tanto a guarda, a colocar o pézinho atrás em algumas situações e Joana treinava paciência, calma, placidez. Coisa que sua ansiedade de escorpiana não permitia. Maria já fora assim também, mas aprendeu na marra a segurar a onda.

Então, era Joana em cima do salto e Maria aprendendo o que era a defensiva.
Mas o salto alto, de vez em quando tem de quebrar. Até prá gente ganhar alguns presentes que a vida nos reserva, sem a gente saber.

Maria estava só. Morava só, estava num emprego estável e naquela vidinha de beijar quantos quisesse.

Joana já namorava há um bom tempo o mesmo cara. Esse cara, o Clóvis, foi responsável pelo afastamento das duas. Não que tivessem brigado, não. Só que Joana andava casadinha e às vezes que se falavam era pelo telefone.

Joana sempre dizia que estava tudo bem e Maria não perguntava muito sobre os detalhes íntimos do dois, de modo que achava que tudo ia bem.

Certamente ia tudo bem, até Joana flagar seu Clóvis de olho numa colombina que vinha ser sua amiga de faculdade.
O tempo fechou, o Clóvis foi reduzido a pó. Conheceu a ira de Joana, que coberta de razão conseguia ser ainda pior.

Quando Maria ficou sabendo, se surpreendeu com a tranquilidade de Joana.
Joana ria, debochava e destilava veneno em relação ao Clóvis. Mas do jeito que descrevia ele rastejando por uma volta, parecia estar tudo bem.

Bela capa cobria Joana naquele momento. A capa que disfarçava toda sua tristeza e humilhação internos.
Ela não queria que ninguém soubesse o tamanho do buraco que ficou em seu peito. Nem para sua querida Maria, ousava contar.

Acontece, que o buraco foi aumentando. Às vezes a dor era suportável, mas de vez em quando se apresentava lancinante.
Foi exatamente numa dessas ocasiões que Joana não aguentou e ligou para Maria. Chorando.

Maria-Coração-de-Manteiga não suportava ouvir choro, ainda mais se tratando de choro de amigo querido. Maria estava no trabalho e atarefada até o pescoço. Não conseguia assimilar direito o choro melancólico de Joana. Ficou atordoada, confusa e penalizada. Ainda tentou levantar o astral da amiga, mas nada funcionava.

Questionou o fato de terem se falado na noite anterior e ter ouvido da amiga que estava tudo bem, mas Joana foi obrigada a confessar que estava sofrendo. Nunca foi boa nisso, mas teve de jogar limpo.

E foi justamente aí que Maria se lembrou do Às.
Eles já não se viam. Se falavam ocasionalmente pelo telefone. As últimas transas foram corridas, devido a falta de tempo.

Numa fração de segundos e com a chefe em seu cangote, Maria se lembrou de todo o carinho que sentiu e sentia pelo Às, lembrou que a paixão tinha acabado já fazia tempo e que nada traria aquele tempo bom de volta. Por uma estranha razão, pensou em unir os dois.

Ele tinha todos os predicados que agradam a uma mulher e francamente, Joana ainda não tinha conhecido um homem de verdade. Todos os seus casos e namoros, beiravam ao relacionamento pós-adolescente, visto pela conduta de seus ex-namorados. Tá certo que Maria nem sempre os acompanhou de perto, mas digamos que nenhum deles foi aprovado pela sua avaliação ferina.

Já o Às não. Era homem feito, mais velho, bonito, sedutor e já estava arranjado na vida. Maria sabia que ele estava enrolado com alguém, mas conhecendo-o do jeito que conhecia, sabia que era aberto a novas oportunidades. Ainda mais quando não estava apaixonado.

Dito e feito.

Maria propôs a Joana:

MARIA - E se eu ligasse p/ o Às e desse seu telefone?
JOANA - (Interrompendo o chorro e assoando o nariz) Tá baluca?? Vai dar meu telefonde prá guê??
MARIA - Sei lá! Prá vc parar de chorar. Desencanar do Clóvis. Qualquer coisa. Nem sei porque vc está chorando, se ele nem é bom de cama!
JOANA - Ora Maria, nem só de cama vive um relacionamento! Tem outras coisas.
MARIA - Queridinha, nem só de cama. Só 80% do relacionamento. O que não dá, é viver com os outros 20% por dois anos e meio. Vc quando morrer vai direto pro céu e sem escala. Tá na hora de vc conhecer um homem de verdade e eu vou dar seu telefone pro Às. Não discute comigo que eu sou mais velha!!
JOANA - Tá bom, então!!!

Maria sabia ser convincente quando lhe convinha e Joana nunca foi de dispensar uma sacanagem.

ÀS - Alô??
MARIA - Oi, querido, é Maria, tudo bem??
ÀS - Tudo. Tá sumida, tudo bem??
MARIA - Tudo. Querido, vou direto ao assunto. Tem essa amiga minha, a Joana. Ela está mau, sabe? Ligou prá mim chorando, tá deprimida, terminou c/ o namorado... Vc faria a caridade de ligar p/ ela, sair c/ ela, bater um papo. Sabe como é né?! Dar um colinho. Eu não aguento ver amiga chorando.
ÀS - Maria. O q q tá acontecendo? Vc tá de sacanagem comigo, né?! Como assim eu ligar prá ela? Vc deve estar me aprontando alguma. É vingança??
MARIA - Deixa de ser bobo! Não é nada disso. Eu estou no trabalho, super atolada, a Joana me ligou chorando e eu só consegui pensar em vc prá levantar o astral dela. Só isso.
ÀS - Ah! Fala sério! Essa Joana deve ser o maior canhão.
MARIA - (Puta) Canhão é o caralho. Pára de palhaçada e anota logo o telefone. E liga, hein?! Mas liga agora.

Engraçado como são as coisas. Maria nunca fora tão persuasiva na vida. Persuasiva e bem sucedida.
Se fosse prá pedir aumento de salário, talvez não fizesse tanto sucesso.
Ela sabia que quando os dois se encontrasse, a atração seria mútua. Os interesses bateriam, as bocas se encontrariam e os dois não se desgrudariam mais.

Sabia que Joana ficaria encantada e o Às completamente seduzido pelo sexo de Joana.
Sabia que isso significava não tê-lo mais. Mas o importante nesse caso, era o amor que sentia pela amiga Joana.

Naquele momento, foi o que importou mais. Não o sentimento mesquinho de guardar na manga, um Às que estava guardado sem utilidade.

Depois daquele evento, os dois se falaram e Joana gostou da voz do Às.
Depois quando se encontraram, gostou da aparência do Às. Ele a levou a um restaurante chiquetérrimo na Zona Sul, tal como Maria previra.

A conversa rolou animada pela noite afora. A atração era evidente, o que deixou o Às mais confuso ainda em relação a Maria.
Como ela fizera aquilo?

O fato é que os dois grudaram.

Rolou uma afinidade em todos os sentidos. Joana tinha o frescor da juventude que as parceiras do Às já não possuíam, era completamente liberal na cama. Tinha uma pele sedosa, carinho gostoso.
Ao passo que ele, balançava Joana e brincava com ela de todas as maneiras. Ela se sentia plena sexualmente falando.

E as conversas com Maria começaram a ficar mais animadas.
Maria sentia um felicidade incrível em ver os dois bem. E nunca pôde imaginar, que se sentiria feliz em ver outra pessoa realizar tudo que ela não pôde, ao lado de alguém que ela um dia gostou muito.

E assim, a amizade desse trângulo fluiu sem traumas.
Maria sempre segurando a onda de Joana, nos momentos de stress, porque Joana tinha o pavio curtíssimo.
Joana brindando Maria com sua felicidade e sua amizade.

O Às?? Ficou completamente apaixonado por Joana e continua incrédulo, quanto a atitude de Maria.
Não houve sacanagem, nem colação de velcro.
O que houve foi o amor.
Da maneira mais sublime que existe: Dar, sem esperar nada em troca.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2005

E MARIA AMA JOANA - PARTE I

Digamos q Maria tinha um Ás na manga.
Ela estava numa fase meio "solta na vida", saía com um, flertava com outro, era apaixonada por um terceiro o qual namorava, mas tinha esse Ás.

Eles se conheceram num boteco em frente ao trabalho.
Naqueles dias em que a última coisa q vc vai imaginar que aconteça, é vc conhecer alguém interessante.
Ela achava q já conhecia todos de lá e não se surpreendia com nenhum rosto.

Trabalhava numa daquelas empresas q possuem refeitório e que nos horários de pico vc já viu tudo em 6 meses?! Pois é. Ela estava enganada.
Maria não conhecia todo mundo, muito menos o pessoal da ala mais freqüentável, digamos assim.
E esse cara apareceu do nada...Ela acabava de encerrar o expediente e já havia ficado 3 horas mais q o necessário.
Desceu exausta e deu de cara c/ toda a galera no boteco. Teve q fazer a social, porque a essa altura todos chamavam por seu nome.
Ela ficou encostada numa mesa, falando c/ todos e c/ ninguém, pois sua mente já não assimilava muita coisa, quando deu de cara c/ ele olhando p/ ela.
Ele estava sentado dentro do boteco, c/ uma cerveja na metade, olhando daquele jeito penetrante que só os escorpianos têm.

Ela ficou olhando também, tentando descobrir de onde tinha saído aquele par de olhos. Eram castanhos, mas isso era o que menos importava. Podiam ser verdes, azuis, cor de rosa, roxo, que não faria a maior diferença. Eles eram hipnotizantes!!!

Parou de encará-lo porque já não conseguia mais evitar aquela sensação estranha de quebrar a corrente no meio. Maria nunca desviara o olhar antes e esse cara a deixava extremamente sem jeito. Parecia que ele conseguia vê-la nua, apesar de não estar lançando esse tipo de olhar.

Maria catou uma amiga p/ fazer a avaliação e quando conseguiu uma, o cara tinha sumido e em seu lugar estava sentada uma cópia mal feita. Como ela não vira ele saindo?

No dia seguinte, ela saiu à noite e foi longe de casa c/ seu namoradinho. O tal por quem ela era apaixonada.
Era Deus no céu e o Otávio na Terra. Só que a sintonia não era a mesma.
Otávio trazia Maria na coleirinha. Ela sabia, mas preferia ficar c/ ele assim mesmo. Até o dia em que cansaria daquilo.
Estava ela lá, completamente despojada na cadeira do bar, quando se deparou c/ algo do outro lado da rua.

O Ás estava encostado no carro de seu namorado c/ o mesmo copo de cerveja na mão.
Ela não acreditou. Só não esfregou os olhos, pois borraria a maquiagem, mas ria por dentro e achava aquilo tudo muito doido!
Era muita coincidência. Maria começou a dar importância ao que diziam sobre não existirem coincidências dali em diante.

Atravessou a rua e foi pegar um maço de cigarro q se encontrava no porta luvas.
Vestia preto. Um vestidinho de alcinha, colado ao corpo acima do joelho.
Sentiu q o cara não tirava os olhos até se aproximar:

ÀS - É seu namorado??
MARIA - É.
ÀS - Vc trabalha lá na empresa, não?!
MARIA - Trabalho. Vc também pelo visto?
ÀS - Sim. Posso te ligar??
MARIA - Pode.
ÀS - Não tem problema??
MARIA - É meu namorado, não meu marido. Além do que, eu adoro conhecer gente.
ÀS - Então, te ligo na segunda.

Daí, ela ficou de quatro no banco, só p/ provocar o cara. Estava meio difícil de pegar o cigarro no porta luvas...
O Às já se imaginou encaixado naquilo tudo. Maria gostando de brincar c/ ele.
Voltou p/ a mesa, beijou o namoradinho e deu uma olhadela para o Às.
Ele não aguentou a pressão. Foi embora. Maria estava piranhérrima naquele dia!

Enfim rolou o primeiro encontro. Maria havia se esquecido do cara, mas ele não havia esquecido e como prometido ligou para Maria. Combinaram no mesmo boteco onde haviam se visto pela primeira vez. A conversa foi super animada. Havia uma diferença de idade bacaninha, ela estava radiante, ele ídem. A atração era evidente, mas ambos se contiveram. Ela, porque viu q estava escrito na testa as reais intenções dele e ele por ser um grande cavalheiro quando lhe convinha. Sabia esperar.

Maria pensava nele todo dia e se falavam c/ freqüência. Mas nem beijinho na boca estava rolando.
Certa vez foram a outro boteco escondidinho, Maria já tinha perdido o tempo da sedução. Temia que aquele frisson todo, virasse amizade. Também não aguentava mais ficar sem provar o cara. A cada conversa e beijinho de despedida, saía c/ a calcinha encharcada.

Já estava com umas doses de martini na cabeça, quando anunciou que iria ao banheiro tirar a calcinha, pois a estava encomodando. O Às ficou incrédulo, o clima até ali era de amizade e ele não acreditava q ela poderia fazer aquilo. Pois fez. Fez e mostrou a bolsa para ele, recheada c/ aquela q deveria cobrir suas partes.

A hora já avançava e ela tinha que voltar p/ casa. Na volta, pararam em alguns bares, pois quando Maria bebia, virava uma perfeita Maria-Mijona. O Às ria de tudo que ela fazia.
E foi justamente numa dessas paradas que ela voltou do banheiro e o beijou subitamente.
Foi um beijo cheio de fome, de vontade, louco.

Andavam pelo Alto da Boavista e na descida, Maria enlouquecida, decide presentear o Às c/ um belo boquete. Nem preciso dizer que ele não estava acreditando. Valeu a pena a espera. Fizeram todo o tipo de sacanagem dentro do carro. Ela se masturbou antes de chegar na Usina e o Às gozou só de ver. Como ele queria comer aquela mulher. Ela fazia questão de mostrar seu lado mais puta para ele, pois sabia que era exatamente isso que ele procurava.

Ficaram assim por alguns meses e a grande noite de sexo nunca chegava. Maria levava o Às p/ almoçar e o tocava na frente do garçon, sem que o garçon se desse conta do que rolava embaixo da mesa. Era com o pé, às vezes c/ a mão. Um dia, ela foi sem calcinha mesmo e o Às pôs os dedos na sua bocetinha molhadinha e depois os lambeu, em pleno restaurante. Supimpa, uma palavra que não se usa mais, mas que traduz aquele clima. Estavam apaixonados, mas não assumiam.

Esse era o grande problema dos dois. Maria era apaixonada por seu Otávio e pelo Às, que a realizava plenamente na cama (cama vírgula, o único lugar onde ainda não haviam estado!) Por sua vez, o Às não dava mole prá Maria. Deixava ela saber de todos os seus rolos, como gostava de chamar seus casos. Muitas vezes, esses rolos apareciam na porta da empresa e Maria quebrava o maior pau c/ o Às, como se ele fosse propriedade dela. Ambos morriam de ciúmes um do outro, mas ninguém abria mão de suas conquistas para ficar juntos.

Enfim, três meses depois rolou a grande noite. Eles viajaram para Teresópolis. ele a trabalho e ela a sexo.
Era uma daqueles dias quentes de 50 graus na sombra no Rio de Janeiro e Maria vendo tudo ficar p/ trás, inclusive o calor conforme se aproximava de Teresópolis. Ele já estava lá. Quando chegou na pousada, havia um quarto de boneca a sua espera. Ela tomou um banho bem gostoso, ficou cheirosa e entrou com seu topzinho branco e calcinha branca, debaixo do edredon. Parece loucura, mas o clima de lá nem de perto lembrava o clima do Rio. Dormiu.

O Às chegou da rua mais tarde e trouxe um baseadinho. Fazia tempos que Maria não sabia o que era aquilo e se sentiu tentada a dar um tapinha quando ele pediu que ela segurasse. Acabou não resistindo. Beberam um pouco de vinho, mas a sede que batia naquele momento era da boca um do outro. Ao vê-la deitada, o Às foi retirando o edredon lentamente, como que abrindo um presente. Fumaram, beberam, beijaram e sem oferecer nenhuma resistência, ele começou a chupar Maria deliciosamente. Ele não parava. E dizia que não sabia se era mais gostosa sua boca ou sua boceta.

A transa rolou sem pressa. Depois jantaram. Em seguida, voltaram para o hotel. Transaram quase que a noite toda, até a exaustão. Simplesmente não paravam. Houveram outras, inclusive melhores que essa. Na verdade, eram sempre e cada vez melhores.

Mas não dava certo. O entendimento entre eles era somente sexual. Fora da cama era um desastre. Ciúmes, cobranças. Maria assumiu que estava apaixonada, numa época em que o Às não tinha mais esse tipo de interesse e o barco afundou.

Por fim, eram transas ocasionais e sem o fator tempo para dar emoção.
O Às, se tornou apenas um às na manga, para Maria. Aquele que dava um colorido de vez em quando, mas já era um colorido meio embaçado. Perdeu o sentido.

A vida os afastava e os aproximava de novo, mas nunca mais foi igual ao que era.

E onde entra Joana??
Joana entra. Só na segunda parte!!!
Agora subam na vassoura!!

terça-feira, 11 de janeiro de 2005

MARIA E JOÃO GRANDÃO

Ele era o preto mais bonito que ela vira na vida!
Maria nunca havia se apaixonado por pretos, ela era chegada num lourinho mesmo, apesar de sua morenice de índia.

Ela trabalhava numa lojinha, cuja informática nem passara perto, em Copacabana mesmo.
Vendia artigos íntimos e recebia alguns anúncios de comerciantes do bairro + adjacências.
A história dos anúncios cresceu e acabou tomando proporções maiores. Muito maiores do que ela poderia administrar.

Virou um jornalzinho furreco, que devido ao boca-a-boca fazia um sucesso danado. Todo mundo queria anunciar. Todos, principalmente as putas.

Imaginem vcs. Lojinha de galeria, vendendo artigos íntimos (quase uma sex-shop) com jornalzinho próprio?? Que público melhor senão o das putas??
Era lucro para todo lado.

A pobre da Maria não sabia mais a quem atendia naquela tarde quente. Quinta-feira de Novembro, um calor infernal e o ar-condicionado na ventilação. Não funcionava. Ela doida p/ fumar um cigarro, mas nem dava. Via a hora de ter fila na porta.

Pediu a menina da limpeza que quebrava aquele galho p/ ajudar na parte de vestuário e foi preparar os anúncios sozinha.
As calcinhas com abertura frontal eram uma febre. As meninas contavam umas p/ as outras e chegavam sempre em bando. Até que ele entra na loja.

Do alto dos seus 1,80m, cabelo de máquina 2 no máximo, aquela barba bem feita, que sugere um cavanhaque, porém só a sombra aparece, sabe?!
Cheiroso. Muito cheiroso.
De terno bem cortado e impecável. Não usava jóias e de feições delicadas, possuía algumas sardas.
Coisa louca p/ um negro. Bem, digamos que ele fosse um chocolate ao leite, isso justifica as sardas.
Culpa de uma mistura de carnaval entre o pai preto e a mãe espanhola, mas isso é história para outro dia.

Maria era magra e não costumava ter problemas c/ a balança. Magra mas com tudo no lugar. Tinha o corpo bonito, com aquele cabelão que ia até a cintura. O coque mal preso, deixava uns cachos escorrendo pelo rosto, que ela já estava com vontade de arrancar de tanto nervoso.

Antônio era arrogante. Como quase todo negro que ganha dinheiro nesse país. Diria eu que é mais orgulho do que arrogância. Mesmo assim, tem que se saber chegar e ele não soube. Talvez por ter ficado caído por ela de cara.

ELE - Ôôô mocinha, presta atenção. Esse anúncio saiu com erro.

Maria olhou o homem de cima abaixo e tentou ser o mais cordial e educada possível, embora seu santo não tenha batido c/ o dele. Milagrosamente, a loja esvaziou, a ajudante foi almoçar, a chefe não estava e eles ficaram sós.

Puderam acertar todos os detalhes do anúncio, que ele fizera questão de além do conserto, renovar por mais uma semana e em letras garrafais. Pagou à vista, para espanto de Maria.

Maria do alto de seus 29 anos, não achava mais graça em qualquer homem e ficara impressionada com o negão. Ele por sua vez, não "desceu do salto"!
No dia seguinte, a loja vazia, as putas dormindo ou na praia, no mesmo horário Antônio volta.
Trouxe um sorvete daqueles cheio de sacanagem que atende pelo nome de Cornetto. Lógico, derreteu Maria. Ela não ganhava nada fazia tempo. Até ganhava, mas era esporro e conta p/ pagar. Apesar da beleza, andava meio devagar c/ os homens. Sentia até falta de dar umazinha p/ lembrar como era, mas só aparecia porcaria. Como sofrem as mulheres em certas fases da vida...

Ele queria se desculpar pela atitude do dia anterior e ela foi só sorrisos. Ele exigiu um jantar depois do expediente e ela negou. Queria separar meeesmo a vida profissional da pessoal, mas ele não era de desistir fácil. Era cafetão.

Naquele dia, Maria saiu da loja mais tarde do que de costume. Dia de fechamento, erros no caixa p/ corrigir e muita dor de cabeça.
Fora a última a sair e ficou responsável por fechar a loja. Quase oito da noite de sexta feira, vontade de variar a rotina, mas o cansaço não deixava. Ela quase congelou quando deu de cara com Antônio na saída da galeria. Ele estava lá, todo maravilhoso, todo Ébano, pronto para levá-la para jantar.

Ela não conseguiu resistir ao charme dele. E o fato d' ele insistir e tomar as rédeas da situação a seduzia muito. Maria não era de se deixar domar, mas de vez em quando fantasiava c/ isso.
No caminho para o restaurante, ele pôs a mão em sua cintura e a conduziu pela rua. Maria se sentiu amolecer. Adorou o gesto de cavalheirismo dele. Antônio sabia como adoçar uma mulher. Sugeriu que parassem na cabine do banco 24 horas para sacar algum dinheiro e a convidou a entrar.

Na cabine apertada, Maria sentia o cheiro de Antônio, observava suas costas largas, sua nuca e já se imaginava beijando ele todo. Ele terminara a operação, quando Maria pediu licença para sacar também. Antônio ficou atrás dela.

Todo o cavalheirismo deu licença ao cafajeste que surgia dentro dele!
Antônio deixou cair uma moedinha de seu bolso e agachou-se p/ pegar. Foi subindo devagar lambendo as pernas de Maria, que vestia saia.

Maria imóvel.

Ele lambia suas pernas acima e percorria os dedos por dentro das coxas de Maria. Maria imóvel, doida para sentar no cara. Ela não podia imaginar... Aquela calcinha com abertura frontal fora a escolha mais acertada daquele dia!! Quem podia imaginar. Antônio caiu de boca, sem o menor pudor. Alternava dedos e língua como ninguém.

Maria a essa altura rebolava na cara dele.

Ambos gemiam e por sorte a rua estava deserta. Àquela altura, não fazia a menor diferença se alguém os visse. Estavam completamente entregues a situação. Maria gozou escandalosamente como há muito tempo não fazia. Já estava grata por ter conhecido um cafetão de tão alto quilate!!
Ela se virou e beijou-o muito. Adorou o beijo de Antônio, adorou seu tórax, adorou seu umbigo e cada vez que ia descendo adorava mais. Até que abriu as calças e sentiu tudo aquilo em suas mãos.
Fechou os olhos e chupou muito e se esqueceu até do tempo.

Antônio punha a camisinha e agachou. Maria preparava-se para dar uma bela sentada, quando se deparou com o tamanho REAL daquela pica. Era uma senhora pica. Teve a impressão de que na boca era menor. De qualquer forma, se ele tinha uma senhora pica, ela tinha uma senhora goela, incompatível com o tamanho de sua vagina.

Não deu. Ela molhadééérrima, tentava de todo jeito sentar, porém apenas pouco mais da cabeça passava. Doía-lhe tudo. Tentou uma, tentou duas e acabou que a camisinha se encarregou de secar o que estava molhado, complicando ainda mais a situação.

Maria decepcionadérrima se levanta e se recompõe. Lançou um olhar tristonho para Antônio, acariciou sua face, como que tentando não esquecer seu rosto lindo e proferiu:

ELA - Acho que perdi a fome para jantar. Vou comer um cachorro-quente mesmo, tá?! Tchau.

E saiu da cabine, sem ao menos convidá-lo para um lanche.
 
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