Rosa não era mais menina.
Rosa era mãe.
Mãe solteira por opção. Amava demais a vida e os prazeres para se prender a alguém específico, então decidiu pela produção independente, coisa que seria fácil de conseguir.
Quando nasceu seu rebento, Rosa se viu até desamparada. Chorava muito nos primeiros dias e chegou quase a acreditar que um casamento seria a salvação da sua lavoura. Nada que o reestabelecimento dos hormônios não viesse consertar mais tarde.
Idéia de casamento em menos de um mês sumiu de sua mente. Instantâneo da mesma forma que veio.
Depois de optar por uma babá devidamente indicada, tudo ficaria resolvido. E de fato ficou.
Rosa voltou a trabalhar e mexer c/ a terra.
Cuidava dos jardins dos bacanas. Conseguiu se destacar numa profissão tradicionalmente masculina e da terra, tirava seu sustento literalmente.
Do tempo de faculdade, não tinha quase contato com ninguém salvo algumas amigas.
Quando a solidão batia, era cinema, teatro, até um choppinho sozinha ela topava.
Andava numa fase "So lonely" de ser e desandou a questionar sua imagem no espelho.
O único que dizia que ela era linda, era o rebento Carlinhos, que do alto de seus 4 anos, achava a mamãe linda e perfeita.
Ela esquecia e voltava prá sua rotina de plantas, terras e minhocas.
O problema é que a abstinência sexual começou a gritar dentro dela.
Claro! Rosa era nova ainda. E era um vulcão adormecido.
Entrou meio que naquela fase de sossegar.
Acabaram-se as sacanagens do tempo de faculdade.
As amigas casaram, mudaram e muitas delas se tornaram donas de casa com muito orgulho.
Só que a Rosa, escolhera o caminho mais difícil.
O do auto-sustento. O de não querer depender de homem, nem tampouco despejar sua sorte e seu futuro num casamento de fachada.
Ah! Isso não. A Rosa era quase auto-suficiente.
Não fosse um pequeno probleminha, estaria tudo bem.
Só que já andava cansada de conversar noite seguidas com o vibrador. Ele não respondia.
Dava prazer, mas não falava, nem beijava. Não dizia aquelas coisa ao pé do ouvido na hora da penetração. E Rosa sentia-se murchar antes do tempo.
A vida dá oportunidades a todos. Basta que estejamos com os sentidos apurados e com a Rosa foi assim.
Um dia o telefone tocou.
Era um ex-namorado do tempo de faculdade. Ele faria aniversário e reuniria a galera.
Rosa nem pestanejou. Confirmou afobadíssima. Queria muito uma novidade e essa viera na hora certa.
Teve uma semana prá se preparar, mas conforme foi se aproximando a semana, começou a ficar insegura.
Ora, todos sabem como o tempo costuma ser generoso com homens e cruel c/ as mulheres.
Ela tinha medo de estar velha em relação às amigas, tinha medo dos olhares acusadores, pela sua condição de mãe solteira... mas no dia exato, sacudiu a poeira e espantou os pensamentos negativos. Percebeu a tempo, que o preconceito antes de tudo, partia dela!
A festa foi bacana.
Encontrou muitos dos rapazes, companheiros de copo e das moças, digamos que a minoria foi. Quase todos estavam casados, porém quase ninguém foi acompanhado! Curioso...
A Rosa levou Carlinhos e a babá. Pro menino, o sol e a piscina estavam de bom tamanho e tão logo se viu de barriguinha cheia, arrastou a babá p/ a piscina, ficando lá, de molho por um bom tempo. Tempo suficiente prá Dona Rosa beber todas.
Aí a memória foi aflorando as gostosuras daquela época.
Lembrou de um trio, que era conhecido como trio delícia. Dos três, apenas um estava acompanhado no dia. Os outros dois estavam casados, mas não levaram suas parceiras, de maneira que a Rosa começou a imaginar o que poderia ter feito naquela época, que a falta de oportunidade não permitiu.
Eram os louros mais disputados da turma. E não se desgrudavam. Daquelas amizades que desafiam o tempo.
Se fossem irmãos, talvez não fossem tão amigos.
Lá estavam o Beto, casado, com filho pequeno e sem a esposa; O André, lindo também, com os olhos e a boca convidativos toda vida, com a esposa trabalhando e o João, aniversariante, ex-namorado, lindo e noivo.
A festa seguia animada, muito churrasco, muita bebida, conversa boa e um climinha nostálgico no ar, quando desabou o toró.
Rosa que sempre foi íntima da natureza, não exitou em sair na chuva para alcançar a piscina, onde estavam Carlinhos e a babá.
Conseguiu um táxi para deixá-los em casa e foi assim que retornou prá festa sozinha e ensopada pela chuva.
Depois, vieram as idas ao banheiro... e Rosa gostando daquele banho que a deixava de alma lavada.
Rosa ia e vinha. O vestido grudado no corpo desenhando um corpo nem tão acabado quanto ela julgava. Ela pisando nas poças d'água, feliz e esquecida de que talvez não tivesse mais idade prá isso. Atraindo olhares.
Numa dessas idas ao banheiro, Rosa se ajeitava antes de sair. O forro do vestido grudado e ela tentando consertar o que não tinha solução. Resolveu esquecer e saiu do banheiro, quando ao lado, sentiu um puxão no braço. Era o Beto.
O Beto, dos três, era o mais quieto. Mas um quieto, que não tinha nada de bobo. Ele só era meio desajeitado, o que acrescentava mais desejo por parte de quem via. Ele falou prá Rosa, que tinha visto tudo. Se referia a ela ajeitando o vestido.
Ela ficou incrédula, mas se lembrou que do espelho, conseguia mesmo ver o exterior do banheiro e então sorriu e ficou olhado prá ele sem dizer nada.
Beto pegou a Rosa sem delicadeza nenhuma e a conduziu ao banheiro masculino. Ali era seguro mesmo. Quase ninguém desafiava o temporal.
Beijaram-se. Línguas nervosas tateando rostos e corpos.
Ele de pau duro, ela alisando, apertando, punhetando.
O Beto, amassava os peitos da Rosa com a boca. Mordia, lambia, chupava, apertava e dizia que ela era uma puta, completando com tapinhas na bunda.
Rosa revirava os olhos e gemia sem medo de ser ouvida.
Mas quem seria capaz de fazer mais barulho que a chuva?
A rosa tirou a calcinha e esfregou sua boceta peluda naquela pica linda. Ficou assim um tempo, roçando o Beto e rebolando sem ser penetrada, quando o Andre entrou no banheiro.
O André também havia bebido bastante, mas não acreditou no que rolava no banheiro.
Ela não sabia, mas o trio, tinha altas fantasias com a Rosa e qual oportunidade melhor que essa?
André não sabia se corria e chamava o João, ou se ficava e realizava sua fantasia com os dois.
Depois do estarrecimento, foi se aproximando devagar.
Continua...


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