quarta-feira, 19 de janeiro de 2005

E MARIA AMA JOANA - PARTE I

Digamos q Maria tinha um Ás na manga.
Ela estava numa fase meio "solta na vida", saía com um, flertava com outro, era apaixonada por um terceiro o qual namorava, mas tinha esse Ás.

Eles se conheceram num boteco em frente ao trabalho.
Naqueles dias em que a última coisa q vc vai imaginar que aconteça, é vc conhecer alguém interessante.
Ela achava q já conhecia todos de lá e não se surpreendia com nenhum rosto.

Trabalhava numa daquelas empresas q possuem refeitório e que nos horários de pico vc já viu tudo em 6 meses?! Pois é. Ela estava enganada.
Maria não conhecia todo mundo, muito menos o pessoal da ala mais freqüentável, digamos assim.
E esse cara apareceu do nada...Ela acabava de encerrar o expediente e já havia ficado 3 horas mais q o necessário.
Desceu exausta e deu de cara c/ toda a galera no boteco. Teve q fazer a social, porque a essa altura todos chamavam por seu nome.
Ela ficou encostada numa mesa, falando c/ todos e c/ ninguém, pois sua mente já não assimilava muita coisa, quando deu de cara c/ ele olhando p/ ela.
Ele estava sentado dentro do boteco, c/ uma cerveja na metade, olhando daquele jeito penetrante que só os escorpianos têm.

Ela ficou olhando também, tentando descobrir de onde tinha saído aquele par de olhos. Eram castanhos, mas isso era o que menos importava. Podiam ser verdes, azuis, cor de rosa, roxo, que não faria a maior diferença. Eles eram hipnotizantes!!!

Parou de encará-lo porque já não conseguia mais evitar aquela sensação estranha de quebrar a corrente no meio. Maria nunca desviara o olhar antes e esse cara a deixava extremamente sem jeito. Parecia que ele conseguia vê-la nua, apesar de não estar lançando esse tipo de olhar.

Maria catou uma amiga p/ fazer a avaliação e quando conseguiu uma, o cara tinha sumido e em seu lugar estava sentada uma cópia mal feita. Como ela não vira ele saindo?

No dia seguinte, ela saiu à noite e foi longe de casa c/ seu namoradinho. O tal por quem ela era apaixonada.
Era Deus no céu e o Otávio na Terra. Só que a sintonia não era a mesma.
Otávio trazia Maria na coleirinha. Ela sabia, mas preferia ficar c/ ele assim mesmo. Até o dia em que cansaria daquilo.
Estava ela lá, completamente despojada na cadeira do bar, quando se deparou c/ algo do outro lado da rua.

O Ás estava encostado no carro de seu namorado c/ o mesmo copo de cerveja na mão.
Ela não acreditou. Só não esfregou os olhos, pois borraria a maquiagem, mas ria por dentro e achava aquilo tudo muito doido!
Era muita coincidência. Maria começou a dar importância ao que diziam sobre não existirem coincidências dali em diante.

Atravessou a rua e foi pegar um maço de cigarro q se encontrava no porta luvas.
Vestia preto. Um vestidinho de alcinha, colado ao corpo acima do joelho.
Sentiu q o cara não tirava os olhos até se aproximar:

ÀS - É seu namorado??
MARIA - É.
ÀS - Vc trabalha lá na empresa, não?!
MARIA - Trabalho. Vc também pelo visto?
ÀS - Sim. Posso te ligar??
MARIA - Pode.
ÀS - Não tem problema??
MARIA - É meu namorado, não meu marido. Além do que, eu adoro conhecer gente.
ÀS - Então, te ligo na segunda.

Daí, ela ficou de quatro no banco, só p/ provocar o cara. Estava meio difícil de pegar o cigarro no porta luvas...
O Às já se imaginou encaixado naquilo tudo. Maria gostando de brincar c/ ele.
Voltou p/ a mesa, beijou o namoradinho e deu uma olhadela para o Às.
Ele não aguentou a pressão. Foi embora. Maria estava piranhérrima naquele dia!

Enfim rolou o primeiro encontro. Maria havia se esquecido do cara, mas ele não havia esquecido e como prometido ligou para Maria. Combinaram no mesmo boteco onde haviam se visto pela primeira vez. A conversa foi super animada. Havia uma diferença de idade bacaninha, ela estava radiante, ele ídem. A atração era evidente, mas ambos se contiveram. Ela, porque viu q estava escrito na testa as reais intenções dele e ele por ser um grande cavalheiro quando lhe convinha. Sabia esperar.

Maria pensava nele todo dia e se falavam c/ freqüência. Mas nem beijinho na boca estava rolando.
Certa vez foram a outro boteco escondidinho, Maria já tinha perdido o tempo da sedução. Temia que aquele frisson todo, virasse amizade. Também não aguentava mais ficar sem provar o cara. A cada conversa e beijinho de despedida, saía c/ a calcinha encharcada.

Já estava com umas doses de martini na cabeça, quando anunciou que iria ao banheiro tirar a calcinha, pois a estava encomodando. O Às ficou incrédulo, o clima até ali era de amizade e ele não acreditava q ela poderia fazer aquilo. Pois fez. Fez e mostrou a bolsa para ele, recheada c/ aquela q deveria cobrir suas partes.

A hora já avançava e ela tinha que voltar p/ casa. Na volta, pararam em alguns bares, pois quando Maria bebia, virava uma perfeita Maria-Mijona. O Às ria de tudo que ela fazia.
E foi justamente numa dessas paradas que ela voltou do banheiro e o beijou subitamente.
Foi um beijo cheio de fome, de vontade, louco.

Andavam pelo Alto da Boavista e na descida, Maria enlouquecida, decide presentear o Às c/ um belo boquete. Nem preciso dizer que ele não estava acreditando. Valeu a pena a espera. Fizeram todo o tipo de sacanagem dentro do carro. Ela se masturbou antes de chegar na Usina e o Às gozou só de ver. Como ele queria comer aquela mulher. Ela fazia questão de mostrar seu lado mais puta para ele, pois sabia que era exatamente isso que ele procurava.

Ficaram assim por alguns meses e a grande noite de sexo nunca chegava. Maria levava o Às p/ almoçar e o tocava na frente do garçon, sem que o garçon se desse conta do que rolava embaixo da mesa. Era com o pé, às vezes c/ a mão. Um dia, ela foi sem calcinha mesmo e o Às pôs os dedos na sua bocetinha molhadinha e depois os lambeu, em pleno restaurante. Supimpa, uma palavra que não se usa mais, mas que traduz aquele clima. Estavam apaixonados, mas não assumiam.

Esse era o grande problema dos dois. Maria era apaixonada por seu Otávio e pelo Às, que a realizava plenamente na cama (cama vírgula, o único lugar onde ainda não haviam estado!) Por sua vez, o Às não dava mole prá Maria. Deixava ela saber de todos os seus rolos, como gostava de chamar seus casos. Muitas vezes, esses rolos apareciam na porta da empresa e Maria quebrava o maior pau c/ o Às, como se ele fosse propriedade dela. Ambos morriam de ciúmes um do outro, mas ninguém abria mão de suas conquistas para ficar juntos.

Enfim, três meses depois rolou a grande noite. Eles viajaram para Teresópolis. ele a trabalho e ela a sexo.
Era uma daqueles dias quentes de 50 graus na sombra no Rio de Janeiro e Maria vendo tudo ficar p/ trás, inclusive o calor conforme se aproximava de Teresópolis. Ele já estava lá. Quando chegou na pousada, havia um quarto de boneca a sua espera. Ela tomou um banho bem gostoso, ficou cheirosa e entrou com seu topzinho branco e calcinha branca, debaixo do edredon. Parece loucura, mas o clima de lá nem de perto lembrava o clima do Rio. Dormiu.

O Às chegou da rua mais tarde e trouxe um baseadinho. Fazia tempos que Maria não sabia o que era aquilo e se sentiu tentada a dar um tapinha quando ele pediu que ela segurasse. Acabou não resistindo. Beberam um pouco de vinho, mas a sede que batia naquele momento era da boca um do outro. Ao vê-la deitada, o Às foi retirando o edredon lentamente, como que abrindo um presente. Fumaram, beberam, beijaram e sem oferecer nenhuma resistência, ele começou a chupar Maria deliciosamente. Ele não parava. E dizia que não sabia se era mais gostosa sua boca ou sua boceta.

A transa rolou sem pressa. Depois jantaram. Em seguida, voltaram para o hotel. Transaram quase que a noite toda, até a exaustão. Simplesmente não paravam. Houveram outras, inclusive melhores que essa. Na verdade, eram sempre e cada vez melhores.

Mas não dava certo. O entendimento entre eles era somente sexual. Fora da cama era um desastre. Ciúmes, cobranças. Maria assumiu que estava apaixonada, numa época em que o Às não tinha mais esse tipo de interesse e o barco afundou.

Por fim, eram transas ocasionais e sem o fator tempo para dar emoção.
O Às, se tornou apenas um às na manga, para Maria. Aquele que dava um colorido de vez em quando, mas já era um colorido meio embaçado. Perdeu o sentido.

A vida os afastava e os aproximava de novo, mas nunca mais foi igual ao que era.

E onde entra Joana??
Joana entra. Só na segunda parte!!!
Agora subam na vassoura!!

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