quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Bruxa-Estima

A Idiota - Óleo sobre tela de Iberê Camargo
Andava pela rua olhando os homens que teria coragem de levar para sua cama, mas não era vista.
Há muito tempo não era vista, ou se era, não lhe interessava os perfis. Não chorava, só ardia dentro das calças e muita das vezes para aplacar o desejo, tirava-as e pro baixo daquela saia, ninguém sabia, mas ia uma mulher ardente sem calcinha.

Não usava isso a seu favor, porque não tinha com quem repartir esse segredo. A não ser com algumas colegas que lhe recriminavam.
Mesmo sabendo que seria reprovada em seus atos e por seu verbo, ainda sim falava as maiores atrocidades. Uma forma de censura, passou a ser uma forma de carinho entre as pessoas de seu convívio. E assim ela o fazia. Sabia que aquelas que não lhe tinham inveja, falavam porque gostavam dela e uma demonstração de carinho, mesmo que torta, para ela valia mais.

Andava com o sexo depilado por baixo das saias, via os homens na rua e imaginava sendo acuada num beco, virada de costas com violência e penetrada com vigor. Assim, seu sexo se entumescia, ficava úmido e ela com o corpo em brasa ia para casa solitária conversar com seu travesseiro.

2 comentários:

Tutti disse...

Parece que eu conheço essa pessoa! rsrs
bjs

Madame Min disse...

Ainda não é esse o post inspirado em vc, apesar de tantas similaridades.
Essa velha bruxa também anda sonhando um bocado!

 
Wordpress Theme by wpthemescreator .
Converted To Blogger Template by Anshul .