Era uma vez, duas bruxas faceiras: Maga Patalógica e Madame Min.
Maga era uma bruxa muito divertida, que conhecera Min no ambiente de trabalho em estada aqui na Terra.
Ao se conhecerem, se identificaram logo uma c/ a outra.
Davam risada de coisas, que a maioria não sacava.
Gostavam muito de conversar, falar de homens, birita e muito sexo.
Maga, era uma bruxa mais p/ baixo.
Diria eu, q foi trauma de infância.
Mas Min sempre enaltecia seus pontos positivos, para que ela entendesse q o passado às vezes mente. Q as pessoas tem medo do potencial de outras e tendem a denegrí-las.
Madame Min se sentia tão à vontade c/ Maga, que todos os dias se falavam ao telefone. Tinham é história para trocar.
Tinha dias, que Min arrastava Maga p/ casa e ficavam horas conversando, bebendo e dando risadas.
Maga se queixava que não fazia parte de um nicho específico no trabalho, q queria ser popular (de onde ela tirou essa idéia q bruxas são populares??)
Por outro lado, Min estava cagando para esse papo de ser popular e se dava c/ todos e até era querida (cagar é a chave!)
Min tentava a todo custo convencer Maga, q não devia se preocupar c/ isso e dava ombro, colo, carinho, conselhos. Também recebia tudo isso.
A amizade estava tão legal, q elas criaram um blog chamado Moças de Família.
Nesse espaço, elas dividiam contos sobre suas aventuras, que matava qualquer um de rir.
Maga era muito criativa, Min também. Somadas, eram imbatíveis.
O espaço acabou ficando pouco tempo no ar... Mas conquistou fiéis seguidores (não é Parahyba??)
Um dia, a empresa onde nossas amigas trabalhavam, mudou de endereço. As duas amigas, ficaram separadas e curiosamente mais afastadas.
Maga Patalógica costumava encontrar Madame Min no fumódromo ou na hora do almoço, contudo, era sempre Madame Min q a convidada para almoçar.
Começou a rolar um lance de:
MAGA - Ah! Hoje não posso. Vou c/ o pessoal.
Engraçado é q com as duas não tinha esse papo de pessoal. Aonde estava a corda, a caçamba ia junto e vice e versa!
No fumódromo, os assuntos pareciam frios, evasivos, muito estranhos para duas amigas que não se desgrudavam.
Madame Min começou a achar tudo muito esquisito e a se perguntar intimamente se teria feito alguma coisa, q tivesse magoado sua amiga.
Mas puxava e repuxava da memória e nada encontrava.
Um dia, Min combinou c/ Maga de almoçarem juntas e Maga deu uma desculpa financeira qualquer, Min distraidamente deu a solução para o problema (nem se deu conta q poderia ser uma desculpa esfarrapada da "amiga" p/ não almoçar c/ ela) e Maga respondeu c/ um vamos ver.
Hora do almoço, min passou uma mensagem e nada, passou outra e nada, ligou e nada, foi ao andar e nada, desceu e nada.
Ela não podia acreditar q a amiga tinha sumido sem deixar vestígio. Perguntara na recepção se alguém a tinha visto, mas um mês depois da mudança, as recepcionistas ainda estavam doidas e sem enxergar nada. Nisso, aparece uma colega de trabalho de Maga. Ao ser questionada, ela responde que Maga já tinha ido há muito tempo almoçar c/ o "pessoal"! Pessoal esse, q a Maga vivia querendo ser aceita e q ao mesmo tempo, vivia metendo o malho. Chamando-os de fúteis, ignorantes e outras cositas.
Min nunca ligou. Nunca fez questão de fazer parte de galera nenhuma. Isso, desde q se entendia por bruxinha. Sempre foi assim. Mas não para Maga.
Seja popular! Ande c/ os idiotas! Seja querida! Talvez fossem as palavras de ordem dela...
Min se sentiu um cocô. Por q ela agira daquele modo? Que porra de amizade era aquela afinal, onde a amiga, nem passa a mão no telefone p/ avisar q não vai?
Min ficou tão desapontada e se sentindo só, porque àquela altura, todos já tinha se ido e ela ali sem saber o que faria.
Comeu um sanduíche e voltou p/ a empresa.
Escreveu, escreveu, escreveu... Sem medo de perder a amizade, sem medo de parecer ridícula, sem medo. Enviou!
Mais tarde chega a resposta.
Incrédula, Madame Min foi obrigada a ler aquelas palavras q não faziam nenhum sentido:
"Vc me sufoca... sim eu fugi... fui ridícula... Vc quer me obrigar a almoçar c/ vc todo o dia... Vc vive me ligando... Nem c/ a minha mãe eu falo tanto (bruxa tem mãe??)"
Madame Min ficou atônita e se limitou a devolver um: "Sem comentários. Depois de tudo q eu li, não dá p/ discutir c/ vc. Nem argumentar."
Maga era uma bruxa muito divertida, que conhecera Min no ambiente de trabalho em estada aqui na Terra.
Ao se conhecerem, se identificaram logo uma c/ a outra.
Davam risada de coisas, que a maioria não sacava.
Gostavam muito de conversar, falar de homens, birita e muito sexo.
Maga, era uma bruxa mais p/ baixo.
Diria eu, q foi trauma de infância.
Mas Min sempre enaltecia seus pontos positivos, para que ela entendesse q o passado às vezes mente. Q as pessoas tem medo do potencial de outras e tendem a denegrí-las.
Madame Min se sentia tão à vontade c/ Maga, que todos os dias se falavam ao telefone. Tinham é história para trocar.
Tinha dias, que Min arrastava Maga p/ casa e ficavam horas conversando, bebendo e dando risadas.
Maga se queixava que não fazia parte de um nicho específico no trabalho, q queria ser popular (de onde ela tirou essa idéia q bruxas são populares??)
Por outro lado, Min estava cagando para esse papo de ser popular e se dava c/ todos e até era querida (cagar é a chave!)
Min tentava a todo custo convencer Maga, q não devia se preocupar c/ isso e dava ombro, colo, carinho, conselhos. Também recebia tudo isso.
A amizade estava tão legal, q elas criaram um blog chamado Moças de Família.
Nesse espaço, elas dividiam contos sobre suas aventuras, que matava qualquer um de rir.
Maga era muito criativa, Min também. Somadas, eram imbatíveis.
O espaço acabou ficando pouco tempo no ar... Mas conquistou fiéis seguidores (não é Parahyba??)
Um dia, a empresa onde nossas amigas trabalhavam, mudou de endereço. As duas amigas, ficaram separadas e curiosamente mais afastadas.
Maga Patalógica costumava encontrar Madame Min no fumódromo ou na hora do almoço, contudo, era sempre Madame Min q a convidada para almoçar.
Começou a rolar um lance de:
MAGA - Ah! Hoje não posso. Vou c/ o pessoal.
Engraçado é q com as duas não tinha esse papo de pessoal. Aonde estava a corda, a caçamba ia junto e vice e versa!
No fumódromo, os assuntos pareciam frios, evasivos, muito estranhos para duas amigas que não se desgrudavam.
Madame Min começou a achar tudo muito esquisito e a se perguntar intimamente se teria feito alguma coisa, q tivesse magoado sua amiga.
Mas puxava e repuxava da memória e nada encontrava.
Um dia, Min combinou c/ Maga de almoçarem juntas e Maga deu uma desculpa financeira qualquer, Min distraidamente deu a solução para o problema (nem se deu conta q poderia ser uma desculpa esfarrapada da "amiga" p/ não almoçar c/ ela) e Maga respondeu c/ um vamos ver.
Hora do almoço, min passou uma mensagem e nada, passou outra e nada, ligou e nada, foi ao andar e nada, desceu e nada.
Ela não podia acreditar q a amiga tinha sumido sem deixar vestígio. Perguntara na recepção se alguém a tinha visto, mas um mês depois da mudança, as recepcionistas ainda estavam doidas e sem enxergar nada. Nisso, aparece uma colega de trabalho de Maga. Ao ser questionada, ela responde que Maga já tinha ido há muito tempo almoçar c/ o "pessoal"! Pessoal esse, q a Maga vivia querendo ser aceita e q ao mesmo tempo, vivia metendo o malho. Chamando-os de fúteis, ignorantes e outras cositas.
Min nunca ligou. Nunca fez questão de fazer parte de galera nenhuma. Isso, desde q se entendia por bruxinha. Sempre foi assim. Mas não para Maga.
Seja popular! Ande c/ os idiotas! Seja querida! Talvez fossem as palavras de ordem dela...
Min se sentiu um cocô. Por q ela agira daquele modo? Que porra de amizade era aquela afinal, onde a amiga, nem passa a mão no telefone p/ avisar q não vai?
Min ficou tão desapontada e se sentindo só, porque àquela altura, todos já tinha se ido e ela ali sem saber o que faria.
Comeu um sanduíche e voltou p/ a empresa.
Escreveu, escreveu, escreveu... Sem medo de perder a amizade, sem medo de parecer ridícula, sem medo. Enviou!
Mais tarde chega a resposta.
Incrédula, Madame Min foi obrigada a ler aquelas palavras q não faziam nenhum sentido:
"Vc me sufoca... sim eu fugi... fui ridícula... Vc quer me obrigar a almoçar c/ vc todo o dia... Vc vive me ligando... Nem c/ a minha mãe eu falo tanto (bruxa tem mãe??)"
Madame Min ficou atônita e se limitou a devolver um: "Sem comentários. Depois de tudo q eu li, não dá p/ discutir c/ vc. Nem argumentar."
BARRACOO... BARRACOOO... BARRAACOOO!!
Me perguntei, o q teria a perder c/ menos uma bruxa no clube? Eu?? Nada!
E ela?? Certamente muito. Não q eu seja a rainha da cocada preta, mas ela sempre foi solitária, sozinha e nunca lidou bem c/ isso, já eu...
Não houve barraco, nem porrada. Eu matei Maga Patalógica dentro do meu coração. Sem direito a missa.
Às vezes nos encontramos, ela sorri, mas eu faço cara de vassoura voadora.
Às vezes ela tenta puxar conversa, mas eu me limito a ser profissional, afinal, ela ainda faz parte da minha equipe.
Foi horrível. Me senti humilhada, fiquei c/ aquelas palavras ecoando na minha cabeça e a sensação de ter sido usada por uma pessoa, é a derrota completa (Pior! Eu nem comi!)
Parecia que tínhamos um caso, do jeito q ela falou. Foi triste, porque eu gostava muito dela e meio q queria suprir sua carência, de amigos, de pessoas. Todo o tempo, eu tentava fazer c/ que ela se sentisse querida e importante. Q ela enxergasse q tinha valor.
Mas... parece q ela interpretou de outro jeito.
Isso me levou a questionar. O q é amizade de verdade? Como deve-se comportar os novos amigos??
Todas as minhas amigas, todas as bruxas do clube, se falam sempre, se interessam umas pelas outras, se querem bem. Nenhuma é lésbica! Não q eu seja contra homossexualismo, nãão. Só não é minha praia. Nunca aconteceu isso antes.
Depois do e-mail bombástico, fiquei muito mal, me senti diminuída, mesmo reconhecendo meu valor. Foi uma porrada na cabeça. Mas passou.
Eu me limitei a desejar q ela fosse feliz c/ seus "amigos de verdade". Ela entendeu a mensagem.
Parecia que tínhamos um caso, do jeito q ela falou. Foi triste, porque eu gostava muito dela e meio q queria suprir sua carência, de amigos, de pessoas. Todo o tempo, eu tentava fazer c/ que ela se sentisse querida e importante. Q ela enxergasse q tinha valor.
Mas... parece q ela interpretou de outro jeito.
Isso me levou a questionar. O q é amizade de verdade? Como deve-se comportar os novos amigos??
Todas as minhas amigas, todas as bruxas do clube, se falam sempre, se interessam umas pelas outras, se querem bem. Nenhuma é lésbica! Não q eu seja contra homossexualismo, nãão. Só não é minha praia. Nunca aconteceu isso antes.
Depois do e-mail bombástico, fiquei muito mal, me senti diminuída, mesmo reconhecendo meu valor. Foi uma porrada na cabeça. Mas passou.
Eu me limitei a desejar q ela fosse feliz c/ seus "amigos de verdade". Ela entendeu a mensagem.
Me perguntei, o q teria a perder c/ menos uma bruxa no clube? Eu?? Nada!
E ela?? Certamente muito. Não q eu seja a rainha da cocada preta, mas ela sempre foi solitária, sozinha e nunca lidou bem c/ isso, já eu...
Não houve barraco, nem porrada. Eu matei Maga Patalógica dentro do meu coração. Sem direito a missa.
Às vezes nos encontramos, ela sorri, mas eu faço cara de vassoura voadora.
Às vezes ela tenta puxar conversa, mas eu me limito a ser profissional, afinal, ela ainda faz parte da minha equipe.
O que eu mais queria?? Ficar transparente diante dela. Seria confortável, conveniente e menos entediante do que ter de responder bom dia.


0 comentários:
Postar um comentário